sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Colômbia sedia quarta edição do Fórum Mundial da Bicicleta

Colômbia sedia quarta edição do Fórum Mundial da Bicicleta
26/02
Ciclistas de Blumenau e Balneário Camboriú representam a região em evento que começa hoje emMedellínColômbia sedia quarta edição do Fórum Mundial da Bicicleta Fernanda Ribas/Agência RBS

Pensar em alternativas cicloviárias para as cidades. É este o objetivo do Fórum Mundial da Bicicleta, criado em 2012 por um grupo de voluntários para lembrar o atropelamento de um grupo de ciclistas em Porto Alegre ocorrido um ano antes. Agora, especialistas e cicloativistas voltam a debater o incentivo à bicicleta como meio de transporte, mas desta vez fora do Brasil.

Diferentemente dos anos anteriores, quando os encontros foram em Porto Alegre e Curitiba, esta edição será em Medellín, no Noroeste da Colômbia, entre os dias hoje e domingo. A cidade foi escolhida por ter um forte movimento em favor da bicicleta e por oferecer às pessoas opções de transporte de alta qualidade.

Com mais de 1,3 milhão de veículos e a maior parte da população morando em morros, Medellín mudou a maneira de pensar o transporte público após integrá-lo com teleféricos e 500 bicicletas espalhadas por 23 pontos da cidade. Ao descer do metrô ou do ônibus, moradores podem continuar o trajeto por uma hora sobre duas rodas e de graça, programa chamado de Encicla.

Atualmente são mais de 13,5 mil usuários cadastrados. As bicicletas são equipadas com capacete e cestinha e, durante o evento, participantes também poderão usá-las.

— Queremos que moradores deixem o carro em casa e usem cada vez mais o transporte público, incluindo as bicicletas. O nosso plano de mobilidade urbana é focado em um transporte público sustentável que será desenvolvido a longo prazo, até 2030 — explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de Medellín, Tomás Meia Sierra.

A cidade possui 50 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas nas principais vias que ligam o Norte ao Sul, o Leste ao Oeste, mas a meta é chegar a 200 quilômetros. Para o diretor do fórum e doutor em Mobilidade Sustentável, Carlos Cadena Gaitán, a cidade foi escolhida por apostar na bicicleta como verdadeiro meio de transporte, mesmo com uma pequena malha cicloviária.

Segundo ele, o poder público tem de começar a oferecer incentivos aos moradores:

  — Medellín, finalmente, começa a se mover fortemente a favor da bicicleta. É evidente que o advento do fórum para a nossa cidade exige que todas as partes interessadas tenham uma resposta a esse movimento. O poder dos cidadãos é real e mostra resultados positivos.

Durante o evento, 150 palestrantes apresentarão trabalhos relacionados à mobilidade, urbanismo e ações do cicloativismo. Entre eles estão Sandro e Mário Bazan, casal radicado em Balneário Camboriú e que vai lançar o curta-metragem É Verde, É Mar, É Pedalar. O filme mostra o Circuito de Cicloturismo Costa Verde & Mar e inclui 11 municípios na visão de cicloturistas.

 A blumenauense Sheila Hempkemeyer também estará presente e vai dividir uma casa com outros brasileiros que estarão no evento. Ela pretende em um workshop dialogar sobre pedalar como filosofia de vida, tema da tese de mestrado em Educação que faz na Universidade Federal de Santa Catarina:

— Estou indo aberta para qualquer tipo de experiência. O fórum é muito diversificado e quero escutar as histórias dos ciclistas e das experiências deles com a bicicleta e os espaços urbanos, para que cidades elejam seu planejamento as pessoas como preferência. 

Medellín, uma cidade para todos

Debaixo das ruas arborizadas da Carrera 43-A, em Medellín, crianças dão as primeiras pedaladas. Ao lado, os pais incentivam com um empurrão nas costas ou uma pausa para um suco de mandarina. Uma pista é fechada aos domingos para moradores e turistas viverem a cidade, que tem 2,7 milhões de habitantes e um trânsito caótico. Ao menos uma vez por semana eles podem aproveitar a área urbana como espaço de lazer. Ao longo do trajeto, instrutores auxiliam ciclistas e pedestres a atravessar a rua e informam sobre as opções para o tempo livre. A rota de lazer foi apenas uma das iniciativas do município para fomentar o uso do transporte sustentável.

Na última década, Medellín se reinventou e criou novos espaços públicos, espalhados em 25 parques e 11 passeios urbanos. Com um passado marcado pelo alto número de homicídios e pelo cartel do narcotraficante Pablo Escobar, foi por meio da integração urbana que Medellín transformou subúrbios pobres em áreas com novas escolas, parques, bibliotecas e museus. Resultado disso são os dois teleféricos (metrocables) que levam moradores das encostas ao metrô e à região central. Um exemplo é a Linha Acevedo/ Santo Domingo, em que o turista pode tranquilamente subir e observar a cidade do alto.

É nesta comunidade que fica um dos ícones da arquitetura moderna e da inclusão projetada pelo arquiteto Giancarlo Mazzanti, a Biblioteca Praça Espanha, onde moradores têm acesso todos os dias a livros e à internet em três edifícios de sete andares. 

—  A mudança foi decorrente de uma conversão social através da educação, desenvolvimento urbano, mobilidade, oportunidades de trabalho, diminuição de homicídios e incentivo ao turismo — explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de Medellín, Tomás Mejía Sierra.
http://www.jornalfloripa.com.br/emcimadahora/site/?p=noticias_ver&id=8638

Amesterdão equaciona construir parques de estacionamento subaquáticos para bicicletas


Para fazer face ao número crescente de velocípedes, a capital holandesa está a planear a construção de uma garagem subaquática e ilhas flutuantes.


16:52 Quinta feira, 26 de Fevereiro de 2015 |



Andar de bicicleta tornou-se tão popular em Amesterdam, que a cidade está a ponderar construir garagens subaquáticas e flutuantes para responder ao aumento da procura de estacionamento.

A cidade europeia do ciclismo, como é conhecida, anunciou planos para a construção de uma garagem de bicicletas, debaixo de água, no rio Ij. O novo espaço de estacionamento, adjacente à Estação Central, faria a ligação subaquática entre as linhas ferroviárias e o metro. Também seriam construídas duas novas ilhas flutuantes, com espaço para 2000 bicicletas. Caso seja empreendido, o projeto estaria concluído por volta de 2020.

Existem 881 mil bicicletas em Amesterdam onde vivem 810 mil habitantes, porém, os lugares de estacionamento são apenas 400 mil. O estacionamento é especialmente difícil em grandes centros de trânsito, tais como estações de comboio, não só em Amesterdão como também noutras cidades holandesas.

O estacionamento indevido das bicicletas obriga à sua remoção, com uma multa que pode chegar até aos 70€ por velocípede. Só durante o ano de 2013 foram removidas 73.000 bicicletas pelas autoridades. Em 2012 já tinham sido anunciadas leis de estacionamento mais rígidas para evitar o abandono das bicicletas em locais turísticos por mais de 14 dias.

A bicicleta é usada diariamente por mais de metade dos habitantes de Amsterdam.


Ler mais: http://visao.sapo.pt/amesterdao-equaciona-construir-parques-de-estacionamento-subaquaticos-para-bicicletas=f811284#ixzz3SzFofLUn

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

GP de Itabirito de Ciclismo: Neste domingo. AS INSCRIÇÕES SE ENCERRAM HOJE!

Mapa do Circuito: entre no google Maps, digite seu endereço e coloque o do circuito e saiba com chegar;
Endereço da prova de Itabirito MG
Praça na Rua Eurico Veríssimo. 
Nova Itabirito. 
Entrada para retorno à esquerda à aproximadamente 2 quilômetros após a rodoviária de Itabirito e Supermercado BH que se encontram na rodovia. 
As placas indicam Condominio Residencial CAQUENDE
Mais informações: www.fmc.org.br

Realização: 
Clube de Ciclismo ACE

Apoio: 
Cidade de Itabirito
Liga Mineira de Ciclismo
GWR
RDMec

Supervisão: 
Federação Mineira de Ciclismo

Organização:


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ciclistas apontam avanços 4 anos após atropelamento coletivo no RS

Em fevereiro de 2011, um carro avançou contra grupo de ciclistas na capital.
Integrantes da Massa Crítica envolvidos lembram-se de detalhes do fato.
Rafaella Fraga e Felipe TrudaDo G1 RS
Atropelamento coletivo de ciclistas ocorreu em fevereiro de 2011 (Foto: Ricardo Duarte/Agência RBS)

Ciclistas feridos no chão gritavam por socorro logo após um carro avançar sobre o grupo durante a realização da Massa Crítica, mobilização que defende o uso de bicicletas como meio de transporte, em Porto Alegre. Quatro anos depois das cenas gravadas em vídeo na noite de 25 de fevereiro de 2011 (veja abaixo), personagens do fato lembram-se de detalhes, lamentam o risco que ainda correm pedalando nas feixas e falam em "impunidade". Ainda assim, reconhecem que o transtorno deu mais visibilidade aos cicloativistas, ou seja, aqueles que defendem a integração da bicicleta no trânsito.


"Sinto uma consequência positiva, principalmente com relação ao senso comum das pessoas que dirigem, e ao tratamento que dão aos grupos de ciclistas na rua. Houve muita discussão, e o fruto dessa discussão foi que lugar de ciclista é na rua, temos esse direito. Sempre tem um pessoal mais ignorante e agressivo, mas hoje eu ando ocupando uma pista inteira e sou muito menos buzinado", diz o desenvolvedor de software Helton Moraes, de 37 anos, um dos ciclistas atingidos pelo carro há quatro anos.

Devagar, algumas ideias avançam e o cenário muda. Ciclovias são construídas – embora sem uma rede cicloviária eficiente, segundo eles – e o sistema de aluguel de bicicletas estimula cada vez mais o uso delas. "Foi um episódio negativo, mas ao menos fez crescer o movimento do ciclismo", diz o educador físico Paulo Roberto de Souza Alves, 41 anos, que também é presidente da Associação de Ciclistas da Zona Sul da capital.
saiba mais

O acidente ocorreu na noite da última sexta-feira do mês, quando costuma ser realizada a Massa Crítica, na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, no bairro Cidade Baixa, quando um grupo de cerca de 100 ciclistas. O condutor buzinou, tentando pedir passagem. Sem sucesso, pisou, com pressa, no acelerador.

"Ouvi o barulho e parecia uma locomotiva vindo para cima da gente. Foi um desespero geral", recorda Alves, que conta que "por pouco" não foi atingido pelo veículo. "Vi o carro passando a um metro e meio de distância de mim. Comecei a ajudar meus amigos a levantarem do chão. Vi pessoas saindo, rastejando debaixo dos carros estacionados, machucadas", recorda o ativista, que pedalava ao lado direito do grupo. "Às vezes pensava que algo do tipo um dia pudesse acontecer e por isso ficava mais próximo à calçada", confessa.
Helton Moraes se prepara para mais uma Massa
Crítica em Porto Alegre (Foto: Arquivo pessoal)

Moraes não teve a mesma sorte. Ele conta que estava no pelotão de trás, e chegou a ser atingido pelo carro de Neis. Teve apenas um ferimento leve na mão e poucos danos na bicicleta, que usa até hoje. "Eu estava no máximo há uns 4 metros na frente [do carro]. Ele estava na velocidade baixa quando atingiu, e por isso não machucou muito. Fui empurrado por trás. Caí no chão e fui escorregando para frente", conta.

O desenvolvedor lembra que, antes de avançar contra o grupo, Neis chegou a atingir de leve um ciclista que pedia para ele não arrancar. "Vi o carro empurrando um ciclista com o para-choque. Um cliclista parou e estendeu a mão. Nessa posição, eu vi a bicicleta dele sendo empurrada. Acho que o pessoal se exaltou e começou a falar mais alto. Logo em seguida, veio o carro acelerando", contou.

Alves nega que os ciclistas tenham agredido o bancário ou batido nos vidros e no capô do carro, como alegou o motorista na época. "Ele forçou a passagem, encostava na parte de trás das bicicletas. Houve uma discussão, mas em nenhum momento vi os ciclistas batendo no carro", sustenta.

Após avançar contra o grupo, o motorista seguiu pela via, ainda vazia devido ao bloqueio que permitia a passagem dos ciclistas em sua manifestação, sem prestar socorro às vítimas. "O caminho estava livre para ele e ele acelerou muito, não tinha como alcançá-lo. Mas se ele tivesse parado o carro, não sei o que poderia ter acontecido. Um linchamento, talvez. Era um momento de fervor". Na ocasião, o bancário chegou a dizer que fugiu por medo de ser linchado.

Perigo sobre duas rodas
Na teoria, está mais seguro andar de bicicleta na capital gaúcha. Segundo as últimas estatísticas da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o número de ocorrências envolvendo ciclistas diminuiu entre 2011 e 2014, inclusive sobre mortos e feridos. O índice, porém, é mínimo: houve queda de apenas 2% no número de acidentes no período.

Na prática, porém, não é tão simples. "Qualquer pessoa que pedala com frequência na cidade passa por situações de desrespeito que causam risco, sim", afirma o advogado Pablo Weiss, 35 anos, que também é membro da Associação dos Ciclistas de Porto Alegre.
Falta respeito pelo ciclista"
Pablo Weiss, advogado

Defensor do uso da bicicleta como meio de transporte, ele conduz diariamente a sua por um trajeto de cerca de seis quilômetros, da casa para o trabalho, e vice-versa. Isso sem mencionar as horas de lazer. "Falta respeito pelo ciclista. Tem muito motorista que acha que bicicleta tem que circular na calçada. Isso está errado", opina.

Para eles, o carro e o transporte coletivo são facilmente trocados pela bicicleta. "Evito ao máximo tirar o carro da garagem. Apenas para distâncias mais longas ou para viagens", explica Alves. "Isso se deve a vários fatores. Quanto mais o trânsito começa a ficar pesado, mais as pessoas vão buscar alternativas e ver a bicicleta como a melhor alternativa, mais rápida, mais econômica", emenda Weiss.

Moraes não abre mão do capacete com espelho retrovisor. Ele crê que as dificuldades enfrentadas por quem se arrisca a pedalar entre carros é consequência de uma característica do trânsito que reflete em todos os modais. "O trânsito é violento. O ciclista é tão maltratado quanto pedestres e outros motoristas", diz.
Ciclovia estimulam uso da bike, mas algumas
são alvo de críticas (Foto: Divulgação/PMPA)

Ciclovias e aluguel de bicicletas atraem novos adeptos
Atualmente, Porto Alegre tem cerca de 25 quilômetros distribuídos em 18 ciclovias ou ciclofaixas, de Norte a Sul da cidade. "Claro que a existência da ciclovia estimula aquele leque de pessoas que não costuma usar a bicicleta sempre, a fazer esse deslocamento. E quando ela [ciclovia] é bem projetada, aumenta a segurança do ciclista", pondera o advogado.

"As ciclovias, por menor que sejam, são ferramentas de motivação. As bicicletas de aluguel também incentivam o uso. Está faltando civilidade. O motorista, o ciclista e o pedestre, todos, fazem parte do trânsito. O ser humano precisa ver que uma vida é mais importante que um bem material", complementa Alves.

Mas há críticas. Para alguns ciclistas, a tinta vermelha utilizada nas ciclovias, com o objetivo de demarcar a área, deixa o piso escorregadio em dias de chuva. "Aqui a ciclovia vai do nada para lugar nenhum, como a gente costuma falar. Há sinaleiras em excesso, ciclovias que se confundem com calçadas, o que prejudica a relação com o pedestre, além da tinta, que deixa o piso escorregadio em dias de chuva. Tem ciclista que pedala também em dia de chuva", observa Weiss, que também relata a dificuldade para trocar de lado na ciclovia da Avenida Ipiranga, uma das principais da cidade.

O uso das 40 estações do BikePoa, com 400 bicicletas, mostra que a adesão da população é relevante. Com mais de 100 mil usuários e 500 mil viagens, o sistema de aluguel pode servir como lazer aos finais de semana, mas também como meio de transporte em algumas situações.

"Acho que isso é o início de uma transformação. Mas vai levar alguns anos para acertar os erros. Infelizmente, ainda não vai ser amanhã", avalia Alves.
Sistema de aluguel de bicicletas tem mais de 100 mil usuários em Porto Alegre (Foto: Lucas Barroso/PMPA)


fonte:http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/02/ciclistas-apontam-avancos-4-anos-apos-atropelamento-coletivo-no-rs.html

Esta bicicleta acelera como um carro





Pode pedalar a 48 km/h ou acelerar até aos 160. Se gosta de andar de bicicleta, já imaginou se pudesse pedalar um pouco mais depressa? Tão veloz como um carro? A Raht Racer é um veículo a pedal acoplado a um sistema híbrido, que aumenta o poder de cada pedalada, fazendo com que atinja uma velocidade máxima de 160 km/h. O triciclo inventado pelo norte-americano Rich Kronfield, por fora, apresenta uma carroçaria que tanto protege o condutor e o passageiro como oferece uma aerodinâmica perfeita para atingir velocidades mais elevadas. Mas é a parte mecânica que faz a diferença. Em vez de terem uma corrente para as rodas, os pedais estão ligados a um gerador que fornece energia a um motor elétrico de 20 kWh, localizado no cubo da roda de trás. Tal como nas bicicletas elétricas a pedal, o sistema deteta o binário aplicado aos pedais pelo ciclista e usa de seguida o motor para aumentá-lo. No caso do Raht Racer, um adulto médio consegue facilmente manter uma velocidade de cruzeiro de 48 km/h, só a pedalar. Mas há mais: cada pedalada contribui também para carregar uma bateria de iões de lítio de 9,2 kWh. – que recebe a carga máxima ao ligar a uma tomada elétrica doméstica, entre viagens. Esta bateria, acelerando sem pedalar, tem uma autonomia de 80 km. E o melhor é que com este recurso o triciclo atinge uma velocidade máxima de 160 km/h. Acontece que para acelerar nas estradas, a bicicleta mais veloz do mundo precisa de financiamento. O projeto está no Kickstarter, a maior plataforma de financiamento coletivo do mundo, à espera de angariar 66 mil euros, até 24 de abril.

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tecnologia/detalhe/esta_bicicleta_acelera_como_um_carro.html

Pedalar errado e travar o joelho: riscos de lesão em esportes de aventura

Eu Atleta
No esporte, o joelho é uma articulação cujas funções são a de absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros inferiores ao solo e transmitir o movimento aos demais seguimentos do corpo. Isto se deve a dois mecanismos básicos: a chamada contração muscular excêntrica, onde a fibra muscular contrai e alonga-se resistindo ao movimento, e aos graus de flexão. Em uma corrida, por exemplo, a força de reação ao solo, que chega a ser duas vezes o peso do indivíduo, é absorvida pela flexão do Joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa. O restante é dissipado pelo quadril e coluna vertebral.
Quando o joelho sai dos seus limites fisiológicos e deixa de executar suas funções, deve-se levar em conta dois fatores: os extrínsecos e os intrínsecos. Os primeiros incluem o treino inadequado e o aumento da freqüência, ou intensidade. Os outros são inerentes ao indívíduo: a pisada muito pronada ou supinada, joelhos em “x” ou arqueados, angulação e rotação anormais entre os ossos do quadril, diferença de comprimento dos membros e, principalmente enfraquecimento e encurtamento de grupos musculares, gerando desequilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas. Juntos, esses fatores contribuem para que haja perda da capacidade de absorção e dissipação de energia, gerando as chamadas lesões por sobrecarga, dentre elas as tendinites, bursites, sinovites e o amolecimento e fissura da cartilagem patelar, a condromálacea.

Nos esportes de aventura, diferente de outras modalidades, o que conta é a extrema irregularidade do terreno, com aclives e declives acentuados, exigindo ângulos extremos de flexão do joelho nas subidas e grande capacidade de absorção de energia, frenando e desacelerando o corpo nas descidas. Para a prática esportiva, o joelho, assim como outros seguimentos do aparelho locomotor, deve estar preparado. Na escalada e na espeleologia, trabalhando em ângulos de flexão do joelho acima de 90 graus, existe aumento do vetor de reação articular, ou seja, a pressão da rótula exercida sobre o fêmur é maior. Além disso, o joelho é submetido a um risco adicional: o joelho “travado” em flexão aumenta a chance de lesão de ligamentos e meniscos após entorse.

No trekking, a reação articular cíclica sob os mais diversos ângulos e força muscular são os fatores que levam a lesão não só de uma, mas de várias estruturas do joelho. São comuns tendinites associadas a lesões musculares por excesso de uso ou por distenções. Nas corridas de aventura, acrescenta-se o tempo prolongado de exposição da articulação aos fatores lesivos à necessidade de ganho de velocidade.

Estatisticamente, é a modalidade com maior incidência de lesões e afastamento parcial ou definitivo de praticantes. O uso da mountain bike mal adaptada ao biótipo do indivíduo pode gerar dores no joelho. Quadro inadequado, selim muito alto ou muito baixo e técnica errada de pedalar são, de longe, os fatores responsáveis por dores no joelho. Um corredor de aventura que pedalou inadequadamente continuará lesionando quando estiver andando, correndo ou executando as técnicas verticais.

Independente da modalidade esportiva praticada, havendo lesão, além da dor, ocorre o derrame articular, popularmente conhecido como “água no joelho". Fato é que, havendo derrame, há inibição do reflexo do músculo quadríceps da coxa, com conseqüente atrofia muscular. Se o praticante não se reabilita de maneira adequada e corrige os fatores intrínsecos e extrínsecos que proporcionaram a lesão, a mesma pode progredir, agravar-se, incapacitá-lo de exercer atividades leves da vida diária ou, até mesmo, em graus extremos, levar à falência estrutural com a possibilidade de fraturas por estresse, rupturas musculares ou tendíneas.

Algumas orientações aos praticantes dos esportes de aventura:

a) Iniciantes: realizar avaliação física pré-esportiva com um profissional da área médica de sua confiança para que fatores intrínsecos seja detectados e corrigidos, como, por exemplo, a pisada pronada, ou supinada, encurtamentos e desquilíbrios musculares. A próxima etapa será praticar o esporte orientado por um instrutor da área, para que seja evitada a técnica inadequada.

b) Praticantes: dor é sinal de lesão. É seu organismo lhe dizendo que algo não vai bem. Portanto, se o joelho dói, ou está inchado é hora de parar, procurar um médico ortopedista, reabilitar-se e, posteriormente, retornar ao esporte.

c) Atletas: acompanhamento periódico da equipe por um médico do esporte é indispensável. Apesar de muitas vezes, o exame físico estar dentro da normalidade, pode haver algum grau de desequilíbrio muscular, muitas vezes somente detectado através do dinamômetro da avaliação isocinética e que, cedo ou tarde, poderá levar a lesões e comprometer sua performance.
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Pedalar_errado_e_travar_o_joelho_riscos_de_lesao_em_esportes_de_aventura&edt=34&id=390640

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

GP Itabirito de Ciclismo 2015 - Apoio LMC NESTE DOMINGO!

Leio o regulamento e todas as informações  no site www.fmc.org.br

Anna Mears com recorde de 11 títulos mundiais em ciclismo de pista

Anna Mears com recorde de 11 títulos mundiais em ciclismo de pista
Fotografia © Reuters
por Lusa
A ciclista australiana superou o número de vitórias a francesa Félicia Ballanger, campeã dez vezes, entre 1995 e 1999.
A australiana Anna Meares tornou-se neste domingo a corredora com mais títulos de campeã do Mundo de ciclismo de pista, ao conquistar o ouro pela 11.ª vez, vencendo a prova de keirin nos Mundiais de Saint-Quentin-en-Yvelines, França.
Mears, que conquistou a sua primeira medalha de ouro em 2004, deixou para trás no número de vitórias a francesa Félicia Ballanger, campeã dez vezes, entre 1995 e 1999, nas disciplinas de sprint individual e 500 metros.
Na final de hoje de keirin, Meares dominou o 'sprint' junto à corda e impôs-se claramente à holandesa Shanne Braspenninckx e à cubana Lisandra Guerra.
Campeã olímpica em título no sprint, Meares alcançou o terceiro título mundial de keirin, após os de 2011 e 2012.
fonte http://www.dn.pt/desporto/outrasmodalidades/interior.aspx?content_id=4414581

Tocando 3 instrumentos numa bicicleta em movimento - Até o Fim - Engenhe...

Bike no trem e no metrô tem que ser todo dia!

Instrutores de autoescolas são capacitados sobre convívio sadio com bicicleta e outros modais/ Pernambuco

Publicação: 20/02/2015 10:29 Atualização: 20/02/2015 11:10

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press/Arquivo
Começa na próxima segunda-feira o 1º Curso de Formação de Instrutores de Autoescolas de Pernambuco. Neste primeiro momento, a capacitação vai atingir profissionais de escolas credenciadas da Região Metropolitana do Recife (RMR) e da Zona da Mata do estado.

As aulas serão realizadas no auditório do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran), na Estrada do Barbalho, bairro Iputinga, no Recife. Com o tema “A bicicleta como modal de transporte”, a iniciativa pioneira no Brasil, é realizada pela Secretaria Estadual das Cidades (Secid) em parceria com o Detran e o programa Pedala PE.

A capacitação tem carga horária de 4h/aula e será ministrada nos turnos da manhã, tarde e noite. No mês de março serão beneficizdos os instrutores do Agreste e Sertão, nos municípios de Caruaru e em Petrolina.

De acordo com Charles Ribeiro, diretor-presidente do Detran, até o final de março, todos os instrutores das autoescolas de Pernambuco estarão aptos a formar condutores com conhecimento sobre legislação de trânsito, regras de direção defensiva com foco no convívio sadio da bicicleta com outros modais de transporte.

As inscrições estão disponíveis no site do Detran-PE (www.detran.pe.gov.br) e odem ser feitas até o dia do evento, nos polos do órgão. A partir da terça-feira começa o prazo para o Agreste e Sertão. 
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/02/20/interna_vidaurbana,561855/instrutores-de-autoescolas-sao-capacitados-sobre-convivio-sadio-com-bicicleta-e-outros-modais.shtml

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ciclismo de pista: brasileiros discretos e brilho chinês na abertura do Mundial

Brasil fica na penúltima colocação na prova de velocidade por equipe no primeiro dia de competições na França; chinesas quebram recorde na competição feminina
Por Saint-Quentin-en-Yvelines, França
O Brasil teve participação discreta no primeiro dia de competições do Mundial de Ciclismo de pista de Saint-Quentin-en-Yvelines, na França. Na prova masculina de velocidade por equipes, o trio brasileiro terminou na penúltima colocação. Dono da casa, o time da França ficou com o ouro após a eliminação da Nova Zelândia na final. 
Na prova feminina de velocidade por equipes, a China foi o grande destaque, com a dupla Jinjie Gong e Tianshi Zhong conquistando o título e batendo o recorde mundial. No feminino por pontos, vitória da alemã Stephanie Pohl. O campeonato é importante para o ranking que define os classificados para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Jinjie Gong e Tianshi Zhong, 2015 UCI Track Cycling World Championships (Foto: Getty Images)Chinesas Jinjie Gong e Tianshi Zhong quebraram o recorde mundial e ficaram com o ouro (Foto: Getty Images)
O dia começou com as eliminatórias das provas de velocidade por equipes. Com representantes apenas no masculino, o Brasil terminou na 15ª colocação com o trio formado por Flávio Cipriano, Kacio Freitas e Hugo Osteti. Os brasileiros fizeram o penúltimo tempo (44s849), à frente apenas da equipe da Colômbia. Os campeões foram os franceses, com o tempo de 43s136. Apesar de ter feito na decisão uma marca pior que a Nova Zelândia (42s828), a equipe da França ficou com o título por conta da desqualificação do adversário por passagem fora da área permitida. O bronze foi conquistado pela Alemanha (43s339), que venceu a Rússia (43s468) na disputa do terceiro lugar. 
Brasil mundial de ciclismo  (Foto: Divulgação)Brasileiros ficaram em 15º na prova masculina de velocidade por equipe (Foto: Divulgação)
As outras duas medalhas do primeiro dia de competições saíram no feminino. Na prova de velocidade por equipes, vitória da dupla chinesa Jinjie Gong e Tianshi Zhong, que ainda quebrou o recorde mundial com o tempo de 32s034. A prata ficou com as russas (32s438) e o bronze com as australianas (32s723).
Já na prova feminina por pontos, o ouro foi conquistado pela alemã Stephanie Pohl, que somou 38 pontos. A prata ficou com a japonesa Minami Uwano (28 pontos) e o bronze com a americana Kimberly Geist (25 pontos).
O Brasil volta a competir no Mundial nesta quinta-feira com Gideoni Monteiro, na disputa Omnium, composta por seis provas. No sábado e no domingo, Flávio Cipriano volta à pista para a prova de velocidade individual.
Gergory Bauge, Michael D'Almeida e Kevin Sireau, 2015 UCI Track Cycling World Championships (Foto: Getty Images)Trio francês garantiu o primeiro ouro para os donos da casa na velocidade por equipe (Foto: Getty Images)VEJA VÍDEO:http://globoesporte.globo.com/ciclismo/noticia/2015/02/ciclismo-de-pista-brasileiros-discretos-e-brilho-chines-na-abertura-do-mundial.html

Descida das Escadas de Santos 2015

Viajante que tem 32 filhos segue de bicicleta para sua terceira volta ao mundo


Assim que sair de Brasília, ele seguirá rumo ao Canadá



Do R7


Um ciclista viajante de barba e cabelos brancos está em Brasília. Gilberto Trottamando já percorreu meio milhão de quilômetros em busca de um grande amor. De magrela, ele já deu duas voltas ao mundo, visitou cerca de 142 países e se diz um amante das nacionalidades.


— É a busca pelo amor perfeito. Quando eu sai, eu queria uma mulher que fosse como as mulheres dos meus antepassados. Uma mulher guerreira, que tivesse as qualidades da minha tataravó, da minha bisavó, da minha avó e da minha mãe também.

Com tantas viagens, Gilberto diz ter dormido com inúmeras mulheres e ter 32 filhos. Mas, há nove anos ele encontrou uma mulher em sua terra natal, o Acre, região que fica no norte do país. Ainda assim, o ciclista não perdeu o amor pelas viagens e decidiu sair em nova aventura.


Atualmente, Gilberto está em sua terceira volta ao mundo. Ao sair de Brasília, seu destino será o Canadá.

— [Decidi dar a volta ao mundo novamente] pelo prazer da aventura, o prazer por fazer aquilo que gosta.

Segundo ele, a viagem mais marcante foi para o Ushuaia, capital da terra do fogo, na Antártica e Ilhas do Atlântico Sul.

— Para mim lá une todas as belezas: a beleza natural, onde termina as cordilheiras dos andes, a beleza arquitetônica e a beleza da fisionomia das pessoas.

Para viver, Gilberto vende livros sobre as viagens que faz e cópias dos 13 filmes que produziu para eternizar suas aventuras.


— Com isso eu criei uma estabilidade que dá para pagar 12 pensões aos meus filhos que ainda estão estudando e são de menor e criar os meus bebês, que são três de cinco e seis meses, que estão no Acre neste momento.



http://noticias.r7.com/distrito-federal/viajante-que-tem-32-filhos-segue-de-bicicleta-para-sua-terceira-volta-ao-mundo-20022015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Choro, beijo no chão e queda cômica marcam 2º dia do Mundial de ciclismo

Francês conquista ouro em casa e se emociona; australianas batem recorde e comemoram beijando o chão; russa vence prova e provoca "vídeocassetada" depois
Por Saint-Quentin-en-Yvelines, França
A emoção de um campeão, beijo em grupo no chão e uma cena digna de "vídeocassetada" do Faustão marcaram o segundo dia de disputas do Mundial de ciclismo de pista, em Saint-Quentin-en-Yvelines, na França. Nesta quinta-feira, foram disputadas as finais de cinco categorias: keirin masculino, scratch masculino, time trial feminino e perseguição por equipes masculino e feminino. Nenhum dos brasileiros participantes do Mundial competiu nesta quinta-feira.
François Pervis, 2015 UCI Track Cycling World Championships (Foto: Agência Reutes)Emocionado, François Pervis chegou a chorar na comemoração da medalha de ouro (Foto: Agência Reutes)

O momento de maior vibração das arquibancadas no dia ocorreu com a vitória do ídolo francês François Pervis na prova masculina de keirin, em que seis atletas correm simultaneamente na pista. Pervis garantiu o ouro com um forte sprint no fim, deixando o neozelandês Edward Dawkins com a prata e o malaio Azizulhasni Awang com o bronze.
Muito emocionado, Pervis desfilou com a bandeira francesa, gritou, foi para a arquibancada e chegou a chorar após o encontro com os familiares. Este foi o segundo título título mundial de François na categoria.
Outro momento emocionante desta quinta-feira em Saint-Quentin-en-Yvelines foi a vitória da Austrália na prova feminina de perseguição por equipe. Em uma final muito disputada com a Grã-Bretanha, o quarteto australiano deu espetáculo na pista e conquistou o ouro com direito a recorde mundial (4m13s683). As britânicas, que vinham de três títulos seguidos na categoria, ficaram com a prata (4m16s702) e o Canadá conquistou o bronze (4m17s864). 
A comemoração australiana foi marcada por um beijo no chão. Logo após descerem da bicicleta, Annette Edmonson, Ashlee Ankudinoff, Amy Cure e Melissa Hoskins fizeram questão de demonstrar todo o carinho com a pista do velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines.
Annette Edmondson, Ashlee Ankudinoff, Amy Cure e Melissa Hoskins, Australia, 2015 UCI Track Cycling World Championships (Foto: Getty Images)Quarteto australiano beija o chão após conquistar o ouro e quebrar o recorde mundial (Foto: Getty Images)
Na prova masculina de perseguição por equipe, o quarteto da Grã-Bretanha, detentor do recorde mundial, também ficou com a prata ao ser derrotado pela Nova Zelândia: 3m54s088 contra 3m54s687. O bronze ficou com o time da Austrália, que conseguiu alcançar a equipe da Alemanha antes dos quatro mil metros.
País muito forte no ciclismo de pista, a Alemanha conquistou seu único ouro do dia no scretch masculino. Lucas Liss completou a prova em 17m17, deixando o espanhol Albert Torres Barcel com a prata e o americano Bobby Lea com o bronze.
Anastasia Voynova (Foto: Reprodução)Russa Voynova sofreu queda engraçada ao tentar descer da bicicleta (Foto: Reprodução)
No momento mais descontraído do dia, a russa Anastasia Voynova protagonizou uma verdadeira "vídeocassetada" após vencer a prova do feminina do time trial (500m). No momento de descer da bicicleta, a atleta se atrapalhou com uma bandeira e por pouco não atropelou um fotógrafo antes de cair no chão. No entanto, ela levantou sorrindo e tranquilizou a todos no velódromo.
Última a ir para a pista, Voynova anotou 33s149, o suficiente para bater os tempos da recordista absoluta de medalhas em mundiais, a australiana Anna Meares, que ficou com a prata (33s425), e da então campeã, a alemã Miriam Welte, que ficou com o bronze (33s699).
O Mundial de ciclismo de pista continua nesta sexta-feira, com brasileiro competindo: Gideoni Monteiro disputa as três primeiras provas do Omnium.
fonte:http://globoesporte.globo.com/ciclismo/noticia/2015/02/choro-beijo-no-chao-e-queda-comica-marcam-2-dia-do-mundial-de-ciclismo.html

Esteira, bicicleta ou transport? Descubra qual equipamento é mais adequado às suas necessidades

Na hora de se dedicar aos exercícios aeróbicos, sempre bate aquela dúvida sobre qual fazer. Consultamos um especialista no assunto para descobrir, então, quais as vantagens e desvantagens de cada equipamento e para qual perfil de pessoa eles são mais indicados. Confira

ENQUANTO A BIKE É A QUE MENOS PROVOCA IMPACTO NO JOELHO, A ESTEIRA É A MAIS PROBLEMÁTICA (Foto: Thinkstock)
Quando a proposta é perder peso, os exercícios aeróbicos entram em cena como principais aliados. Afinal, correr ou pedalar são ótimas maneiras de queimar calorias e gordura. Por isso, as maiores atrações da academia costumam ser abicicleta, esteira e transport.
ESTEIRAO difícil é saber qual realmente vai atender às necessidades, certo? De acordo com Marco Corradi, supervisor de marketing da Movement, o esforço dispensado durante o exercício e o ritmo dos batimentos cardíacos por minuto contam mais do que o aparelho escolhido. Mas cada um tem, sim, as suas especificidades. Descubra o que cada um deles pode fazer pelo seu corpo:

TRANSPORT OU ELÍTPTICO
Superdemocrático, o transport se adapta facilmente a todos os públicos e, por isso, tem sido um dos aparelhos mais procurados na academia. Segundo Corradi, a vantagem dele está na ausência de impacto.

O treinamento completo dos membros inferiores e superiores e a simulação de corrida com total ausência de impacto, torna este aparelho ideal para quem apresenta quadro de lesões ou obesidade”, conta ele. Estudos do The British Journal of Sports Medicine apontam que caminhar faz com que 112% do peso do atleta atinjam o chão a cada passada, enquanto a prática do elíptico aplica apenas 73% do peso.

Além disso, vale ressaltar que o transport ativa, principalmente, os músculos dos glúteos e das coxas com maior intensidade que a caminhada. Por isso, costuma ser muito usado pelas mulheres.

Na hora da prática, Corradi aconselha procurar um profissional para maiores orientações, se alongar antes e depois, e se hidratar durante o exercício.
Um dos aparelhos mais populares na academia, a esteira continua sendo a grande queridinha de quem deseja eliminar as gordurinhas extras. Por trabalhar muitos grupos musculares, ela permite eliminar cerca de 500 calorias por hora de corrida. Só não supera o gasto do transport.

A desvantagem fica por conta do impacto nos joelhos. Para minimizá-lo, a dica é investir na inclinação, que achega a até 15 graus, e investir em amortecimentos – no aparelho e nos pés, com o uso de tênis específicos.

Por se tratar de uma superfície móvel, ela demanda um cuidado especial com equilíbrio e coordenação.

BICICLETA
De todos os equipamentos mencionados, a bike é o que oferece menor gasto calórico já que não proporciona movimentação dos membros superiores. No entanto, ela carrega, sim, algumas vantagens.

O baixo impacto proporcionado e a não exigência de um condicionamento físico prévio faz com que ela seja recomendada, principalmente, a indivíduos sedentários.

Indicada para fortalecimento muscular, ela trabalha os membros inferiores, melhora as articulações, diminui as taxas de triglicérides e colesterol. Portanto,reduz os riscos de hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes