terça-feira, 19 de agosto de 2014

Aprendi a ser um ciclista em São Paulo e gostei

Em 19/08/2014

Hoje é o Dia Nacional do Ciclista, um personagem cada vez mais importante em São Paulo. Segundo reportagem publicada nesta terça pelo jornal Folha de S. Paulo, as multas por desrespeito a ciclistas triplicaram em relação ao ano passado. O ciclista incomoda, mas ele veio para ficar.
Há duas semanas eu entrei para o time de ciclistas após postergar a decisão por muito tempo. Por trabalhar diariamente com notícias de trânsito, sempre retratando acidentes graves, confesso que tive medo de me aventurar entre ônibus e carros. Após alguns meses de reflexões, finalmente resolvi pedalar pela cidade.
Acho que muitos passam pelo mesmo dilema e com minha pouca experiência sobre duas rodas na cidade posso dizer: ser ciclista em São Paulo não é tão difícil quanto parece.
Quando resolvi que voltaria para casa todos os dias de bicicleta, fui logo atrás de um dos equipamentos fundamentais para o ciclista: o capacete. Escolhi um modelo, comprei e me preparei por uma semana antes de sair pedalando por aí.
Nesse período analisei, analisei e analisei o percurso que deveria fazer do Brooklin até a Bela Vista. Alguns ciclistas encaram qualquer via expressa, mas eu optei por fugir das grandes avenidas e do confronto com ônibus e caminhões. Sendo assim, fiz uma rota sempre paralela às grandes vias e que não me fizesse perder tempo.
Após essa segunda etapa, ainda faltava algo fundamental: a bicicleta. Optei por não comprar uma bike e por utilizar uma dessas bicicletas coletivas, espalhadas por diversos pontos na cidade e gratuitas por até uma hora (ou 30 minutos em alguns casos) mediante cadastro que é feito pela internet. O ponto próximo ao trabalho fica a dois minutos de caminhada e o ponto de destino fica a cerca de sete minutos a pé da minha casa. Perfeito!
Hora de pedalar
Meu trajeto começa pelas tranquilas ruas do Brooklin e passa por importantes avenidas, como Bandeirantes, Santo Amaro e Paulista. A regra número um para se manter seguro é não trafegar na contramão. Deixe o motorista te ver que ele vai te respeitar.
Em alguns trechos, inevitavelmente, acabo dividindo a rua com ônibus. A dica aqui é continuar a pedalada e redobrar a atenção. Apesar de alguns motoristas deixarem claro que não te querem por lá, a via é um local que também foi feito para o ciclista. Apenas pedale com segurança.
Lembre-se também dos pedestres e cuidado com os semáforos. Ele fica vermelho para os carros e também para o ciclista e ignorar isso pode provocar acidentes com outros carros ou até com pedestres que cruzam nas faixas.
Em duas semanas de pedalada não passei por nenhum susto, mas continuo sempre alerta, pois o ciclista sempre será o mais exposto em um acidente com algum veículo. Apesar dos riscos – que existem em todos os meios de transporte, vale lembrar -, fico feliz em fazer parte do grupo de ciclistas da cidade e em comemorar este dia. Que em 2015, a cidade tenha mais ciclovias e mais ciclistas por aí.
Bike Anjo
Esse foi apenas o relato de um ciclista ainda em processo de “experiência”. Se quer saber mais dicas de como começar a pedalar, a dica é o projeto Bike Anjo ( dá uma olhada lá no site http://bikeanjo.org/ ) que dá assistência a ciclistas iniciantes. É um movimento formado por ciclistas experientes que dá  assistência em melhores trajetos para se fazer, acompanhar o ciclista iniciante em suas primeiras pedaladas  e ensinam manutenção básica e medidas de segurança no trânsito.
O serviço é gratuito e o site deles oferece diversas dicas bem úteis aos novos ciclistas. 
http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/viver-sp/blog/2014/08/19/aprendi-a-ser-um-ciclista-em-sao-paulo-e-gostei/

Nenhum comentário: