quinta-feira, 17 de julho de 2014

Colecionador de bicicletas, prudentino soma 26 relíquias e fatura prêmios

Antônio Emílio Jimegez, 68 anos, começou 'brincadeira' na adolescência e se orgulha de nunca ter trocado uma bicicleta antiga por dinheiro

Por Presidente Prudente, SP
A história começou despretenciosa, há 53 anos. Em 1961, Antônio era um garoto que apenas queria uma bicicleta. O seu pai, um padeiro com dificuldades financeiras, vendeu a bicicleta do filho e comprou uma outra específica para usar nas entregas. 
Antônio e suas relíquias: o aposentado trata com carinho cada uma de suas bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Antônio e suas relíquias: o aposentado trata com carinho cada uma de suas bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)
Sem o brinquedo, o menino de 15 anos resolveu colocar à prova sua criatividade. Deu certo. Jimenez comprou peças baratas e montou sua primeira "relíquia", como ele mesmo define. Hoje, mais de cinco décadas depois, o aposentado soma 26 bicicletas de época, todas com mais de 40 anos. 
- Não vou parar nunca de recriar. Gosto muito do que faço. A vida toda eu mexi com bicicletas, busquei peças, restaurei modelos para deixá-los intactos. Um colecionador de verdade faz porque gosta, e não pelo dinheiro. Nunca vendi nenhum modelo.
Colecionador prudentino faz questão de mostrar o local onde tudo começa: a sua ofícina (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Colecionador prudentino faz questão de mostrar o local onde tudo começa: a sua ofícina (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)

A paixão pela atividade ganhou ares de profissionalismo. No Paraná, onde passou boa parte de sua vida, Jimenez chegou a ser dono de uma bicicletaria.
- Depois que montei minha primeira bike sozinho, meu pai resolveu me dar um apoio e eu abri uma pequena bicicletaria. Arrumava alguns modelos e criava outros, que sempre foi o meu ponto forte. Nesse período eu montei sete bicicletas. Todos ficavam doidos comigo, ninguém tinha esse número na época - brinca.
Para provar que as bicicletas funcionam, Jimenez deu uma volta em frente a sua casa (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Para provar que as bicicletas funcionam, Jimenez deu uma volta em frente a sua casa (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)
O ofício não foi adiante. O apaixonado por bicicletas se mudou para Presidente Prudente, aos 35 anos. Casado com Maria do Carmo, ele nunca abandonou o hobby. Continuou restaurando e indo atrás de melhorar seu arsenal.
São marcas italianas, brasileiras, suecas, alemãs e inglesas. O xodó do aposentado é uma Bianchi, fabricada em 1932. Toda restaurada, Jimenez se orgulha de ter o modelo em perfeitas condições. Cheio de energia, ele diz: "vou dar uma voltinha para provar que funciona".
Os troféus 
Com tantos modelos raros, os prêmios foram uma consequência. As frases gravadas nos troféus sempre exibem duas frases: bicicleta mais antiga ou bicicleta original.
- Sempre que vou em algum passeio ciclístico acabo sendo premiado. Sempre escolho um modelo para ir. Todas funcionam perfeitamente. É um orgulho para mim saber que a minha atividade é reconhecida.
Orgulhoso, Jimenez exibe troféus conquistados por cada bicicleta (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)Orgulhoso, Jimenez exibe troféus conquistados com as bicicletas (Foto: Mateus Tarifa / GloboEsporte.com)fonte http://globoesporte.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2014/07/colecionador-de-bicicletas-prudentino-soma-26-reliquias-e-fatura-premios.html

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