quarta-feira, 2 de abril de 2014

A bicicleta e seus heróis

O ultraciclista Claudio Clarindo completa senhoras aventuras. Mas não é preciso ser um superatleta para chamar a atenção para a bike. Todo mundo que pedala pelas ruas de suas cidades é notável

Desafio 600 km


Texto de João Magalhães, da Comunicação Shimano Latin America

No dia 10 de novembro, o ultraciclista Claudio Clarindo pedalou, durante 24 horas ininterruptas, 600 km do Rio de Janeiro até São Paulo. Sua chegada à Brasil Cycle Fair, maior feira de bicicletas da América Latina, foi muito comemorada. O objetivo de Clarindo era chamar atenção para a bike como alternativa de transporte e para o esporte. Clarindo pedalou por uma causa e foi um herói ao completar o desafio no tempo proposto.
E você, por que pedala? Nem todo mundo necessariamente está defendendo uma “causa” ao pedalar. Afinal, andar de bicicleta é uma das atividades mais prazerosas que existem para pessoas de 2 a 99 anos, sejam homens ou mulheres, e isso já é maravilhoso! Mas queremos pedalar com segurança, com prazer e por que não, queremos mais atletas brasileiros em destaque no ciclismo mundial.
Recentemente, Nairo Quintana, jovem ciclista colombiano, virou ídolo em seu país por sua atuação no Tour de France. Antes dele, a também colombiana Mariana Pajón tornou-se ícone ao ser medalha de ouro do BMX nos Jogos de Londres. Hoje, aqui no Brasil, carecemos de ídolos assim, de referências. Claudio Clarindo, um atleta da Shimano, assumiu o desafio de pedalar 600 km em 24 horas para que um dia possamos pedalar sem tanto susto pelas ruas das nossas cidades e para, quem sabe, que tenhamos um medalhista na próxima olimpíada (que por acaso é aqui no Brasil).
Cada um de nós que se aventura a ir ao trabalho de bicicleta ou que insiste em treinar em estradas e rodovias tem um pouquinho de herói: servimos de exemplo para outros, encorajamos mudança de hábitos em amigos, parentes, vizinhos e influenciamos governos e sociedade a melhorarem as condições para que mais pessoas pedalem.
Até porque todo mundo tem um pouco de louco e herói. Mas vítima? Disso não queremos ter nada. Viva a bicicleta e seus heróis: anônimos ou famosos.
Lygia Haydée
http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=2913

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