segunda-feira, 3 de março de 2014

Fim de estrada

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Bristol (EUA) – Saiu nos Estados Unidos um novo livro sobre Lance Armstrong, da repórter do New York Times Juliet Macur.
É uma história de horrores, de um garoto saído de uma família totalmente disfuncional, que um dia encontra um “soigneur”, um termo francês para uma pessoa que cuida de outra – o que, no caso do ciclismo, vai desde massagens a conselhos familiares, legais, ajuda com alimentação, hospedagem e, “last but not least”, doping.
O curioso é que o primeiro “soigneur” na vida de Armstrong, J. T. Neal, que o acolheu como a um membro de sua família, foi diagnosticado com câncer com apenas meses de diferença do próprio Armstrong. Este teve câncer num testículo, tratou-se e aparentemente está totalmente recuperado. J. T. Neal morreu de mieloma múltiplo em 2002.
ReproduçãoA partir daí Armstrong, já profissional, teve outro “soignuer”, John Hendershot, também americano, que vivia na Bélgica e que era grande especialista em dopagem.
Como o próprio Hendershot dizia, “caminhamos pelo estreita estrada que faz a diferença entre ganhar uma prova ou morrer montado na bicicleta”.
Alguns ciclistas morreram, como é sabido. Mas Hendershot, agora aposentado, era um especialista cuidadoso que experimentava antes as drogas em si mesmo. Ela sabia que, quando elas faziam seu coração “quase pular para fora do peito”, eram perigosas demais para os integrantes de sua equipe.
Esta estrada estreita parece ter desembocado um beco sem saída para Armstrong, que não apenas deixou de ganhar fortunas como enfrenta agora processos judiciais que poderão, ao fim, levá-lo a perder 135 milhões de dólares.
E tudo isto para quem, como na famosa expressão de Dante Alighieri, na Divina Comédia, estava ainda “nel mezzo del cammin
http://www.gazetaesportiva.net/blogs/joseinaciowerneck/2014/03/02/fim-de-estrada/

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