terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Bike: novidades em Budapeste

17/02/2014 10:47:00

A capital húngara ganhará um programa de aluguel de bikes. O Bubi contará, inicialmente, 

com 1 000 bicicletas e 70 estações


Em nenhum outro país as bicicletadas causaram tanto furor quanto na capital húngara. Promovidas pelo movimento Massa Crítica, elas levaram às ruas mais de 80 000 pessoas (Budapeste tem menos de 2 milhões de habitantes) para divulgar a magrela como meio de transporte e criar condições favoráveis para o uso desse veículo na cidade.
Os movimentos surgiram como resposta ao fato de, em 2004, o então prefeito, Gabor Demszky, ter decidido mudar do meio da semana para o fim de semana os eventos programados para o Dia Sem Carro, quando o tráfego de automóveis não seria prejudicado. Oito anos depois, há quem diga que a campanha pró-bike promovida pelo Massa Crítica tenha sido o mais bem- sucedido movimento civil dos últimos 20 anos no país. “O Massa Crítica foi o principal responsável pela popularização do uso da bike no dia a dia em Budapeste. Antes de as bicicletadas terem início, em 2004, praticamente as únicas pessoas que pedalavam na cidade eram mensageiros. Atualmente, os índices que medem o tráfego de bike mostram que os picos de uso não são mais nos fins de semana, mas durante a semana, nos horários de rush. Quer dizer, a bicicleta já não é mais apenas um veículo recreativo, mas um meio de transporte cotidiano”, conta Greg Spencer, ciclista (ele pedala todo dia 22 km de casa para o trabalho), jornalista e autor do blog Cycling Solution. E os números deixam isso bem claro: em 2012, duas vezes mais pessoas pedalavam do que em 2011, apontou uma pesquisa feita pelo Clube de Ciclistas Húngaros.
Apesar de o uso da magrela hoje ser uma realidade, nem tudo são flores. “Budapeste nunca criou uma infraestrutura exclusivamente dedicada à bike. O que a prefeitura fez foram medidas de baixo custo, como faixas na rua em que os ciclistas pedalam no contrafluxo e bicicletário. Acho que isso, aliado ao fato de as autoridades responsáveis pelo planejamento urbano ainda não considerarem a bicicleta como parte do trânsito, são as principais barreiras ao progresso da mobilidade urbana.”
Em 2014, Budapeste finalmente entrará para o clube das cidades que possuem um sistema de aluguel de bikes. Chamado de Bubi (de Budapest Bicikli, ou Bicicleta de Budapeste, em húngaro), contará inicialmente com 70 estações e 1 000 bikes.
Mas a cidade ainda tem muito trabalho a fazer: ainda carece, por exemplo, de ciclovias. “Há ciclofaixas pintadas nas ruas, que são boas em vias bem iluminadas e com redução de velocidade, mas ruins nas grandes e velozes artérias da capital. Somente uma minoria – mais em forma, experiente e confiante – se sente estimulada a usá-las”, conclui o blogueiro.


Lygia Haydée
http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=2856

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