quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Abradibi apoia movimento em prol da redução do IPI para as bikes

RENATO CARRELAS 
Bicicleta será tema de evento que acontece neste final de semana em Curitiba
Entre os dias 13 e 16 de fevereiro Curitiba será palco do 3°Fórum Mundial de Bicicleta. Em meio às discussões sobre a expansão do uso da bike no Brasil, uma questão importante merece a atenção de quem atua neste mercado: a alta carga tributária que incide sobre o setor de bicicletas.

A Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios) está apoiando o movimento proposto pela rede Bicicleta para Todos (www.bicicletaparatodos.com.br) para que o setor de bicicletas tenha redução total do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Segundo estudo realizado pela Tendências Consultoria, a retirada do IPI, cuja alíquota atual é de 10%, provocaria um importante estímulo ao mercado e, consequentemente, à mobilidade urbana. A projeção é que as vendas formais da bicicletas subiriam acima dos 11% com a medida.


Além disso, o estudo apurou outros números importantes sobre a excessiva tributação da bicicleta. Hoje, mais de 70% do preço de uma bike é composto por impostos, e o produto vendido aqui é um dos mais caros do mundo.

A carga excessiva de impostos diminui a competitividade e faz com que o mercado brasileiro não avance, apesar de o uso da bicicleta ser cada vez mais defendido e difundido, em função das demandas de mobilidade e sustentabilidade nos grandes centros urbanos.

De acordo com projeções da Abradibi, no ano passado a produção de bicicletas no país permaneceu no patamar de 6 milhões de unidades, aproximadamente o mesmo volume de 2012. Para o mercado de reposição, o balanço é ainda menos animador, com redução de faturamento.

Na opinião da Abradibi, a isenção do IPI seria um passo inicial para diminuir as distorções que atingem o mercado brasileiro de bicicletas, como por exemplo a produção de bicicletas com grandes isenções fiscais na Zona Franca de Manaus, distante dos principais mercados consumidores, o que agrega ao produto um custo adicional de transporte e logística que supera os 15% de seu custo total. Dessa forma, grande parte dos benefícios dados pelas isenções locais de impostos é consumida com o aumento dos custos logísticos.

O estudo da Tendências Consultoria reforça essa visão, alertando para o fato de que a “oferta proveniente da Zona Franca totaliza apenas 20% do total produzido no país, ou seja, a maior parte da comercialização interna de bicicletas enfrenta uma realidade tributária bastante adversa, prejudicando principalmente o consumidor brasileiro, que se depara com preços elevados de um bem cujas externalidades positivas à sociedade são elevadas.”
http://www.segs.com.br/demais-noticias/148607-abradibi-apoia-movimento-em-prol-da-reducao-do-ipi-para-as-bikes.html

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