quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Lei aprovada no Rio barra restrições ao uso de bicicletas elétricas

Usuários de bicicletas elétricas abusam da velocidade e causam acidentes.
Prefeitura do Rio vai distribuir cartilha de boa convivência para ciclistas.

Rio de Janeiro aprovou uma lei para incentivar as pessoas a deixar o carro em casa e fugir desse trânsito pesado. A medida barra as restrições ao uso das bicicletas elétricas. Na cidade, a bike com motor já é popular, mas muitos ciclistas acabam abusando da velocidade e provocando acidentes.
Elas são uma iniciativa ao trânsito pesado e poluente das grandes cidades, e estão ficando mais populares. Cada município precisa regulamentar o uso da bicicleta elétrica.

No Rio, as regras foram criadas no ano passado, depois que um ciclista foi multado em uma blitz por estar em uma bicicleta elétrica sem habilitação.  Elas são equiparadas a uma bicicleta comum, mas não podem passar de 20 km/h e o ciclista tem que ter no mínimo 16 anos.
A orla concentra a maior parte das ciclovias da cidade, por isso a atenção tem que ser redobrada. Quem usa a ciclovia para correr, pedalar ou até de skate precisa seguir algumas regras para evitar acidentes.
“Já quase fui atropelada aqui umas duas vezes, porque andam muito rápido, olham para cima, não estão vendo quem está passando”, conta a estudante Renata Bitencourt.
“Tem gente que abusa sim, eu já tive problemas, acidente na lagoa, pessoa que atravessou na frente. Não que a gente seja dono da verdade, mas precisa ter um equilíbrio”, afirma o filósofo
Persio Farias.
A prefeitura elaborou uma cartilha da boa convivência que vai ser distribuída nas praias da Zona Sul. É proibido caminhar na ciclovia, passear com cães ou carrinhos de bebê. As bicicletas têm que respeitar as normas de trânsito, como por exemplo, não andar na contramão.
“Já tivemos vários relatos de acidentes, pessoas já quebram bacia, mão, atropeladas por bicicleta, até mesmo por skate. Vamos abordar as pessoas com calma, com educação, trazer as pessoas para a reflexão para que a gente possa usar melhor possível este tipo de equipamento”, afirma o secretário municipal de Ordem Pública, Alex Costa.
Com ajuda da Polícia Rodoviária Federal, medimos com um radar a velocidade de alguns ciclistas. Durante 40 minutos, quase todos passaram um pouco do limite de 20 km/h.
“Acho que não deveria correr muito, não só bicicleta elétrica, como outras bicicletas. Eu mesmo já fui atropelada por outra bicicleta, e eu pedalando”, ressalta a economista Maria Helena de Oliveira.
“Precisa ter respeito, hoje em dia está difícil, educação e respeito”, diz a publicitária Vanessa Queiroz.

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