quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Brasilienses optam por pedalar em pelotões para evitar acidentes e assaltos



Praticar o esporte à noite e em grupo atrai cada vez mais atletas. Grupos crescem e registram passeios com centenas de participantes


Jéssica Raphaela - Correio Braziliense

Publicação:

18/09/2013 11:32
O grupo Pedal Noturno existe há oito anos e sempre opta por via com menos trânsito no período, como o Eixo Monumental

Sozinhos, eles se tornam os mais frágeis no trânsito. Quando pedalam em grupo, porém, os ciclistas chamam a atenção dos motoristas na hora de praticar o esporte nas vias do Distrito Federal. A tática também faz com que fiquem menos sujeitos a assaltos.

A ideia simples de pedalar acompanhado de outras pessoas tem feito sucesso entre os brasilienses. Há opções para todos os dias da semana, sempre à noite, com treino em diversas intensidades, desde os focados em competição aos de passeio, que já chegaram a reunir 400 ciclistas de uma só vez.

Os chamados pelotões buscam ocupar, de forma segura e saudável, o espaço garantido pelo Código de Trânsito. Eles optam por pedalar mais tarde, quando o tráfego de carros é menor. A aceitação e o interesse fizeram com que grupos, como o Ciclovia Guará — criado em janeiro deste ano por amigos que combinavam treinos toda terça-feira —, crescessem exponencialmente. Os membros se multiplicaram e chegaram a 400 pessoas em uma só noite.

“Na semana passada, contamos 300 ciclistas, sendo que 25% foram pela primeira vez. Nunca pensamos que tanta gente se juntaria a nós, e agora temos uma responsabilidade maior, de coordenar para que termine tudo bem”, relata Geofredo Junior, um dos coordenadores. A quantidade de pessoas é tão grande que o Batalhão de Trânsito decidiu fazer escolta da equipe.

Muitas pessoas buscam os pelotões para começar no esporte. “Geralmente (os grupos) são coordenados por ciclistas mais experientes. Eles passam para os demais as medidas de segurança necessárias para praticar o esporte no meio do trânsito”, destaca a gerente de Educação de Trânsito do Detran/DF, Andréa Costa. “Isso é ótimo porque todo mundo fica mais consciente na hora de pedalar na rua. Além disso, os ciclistas se tornam mais visíveis em grupo e isso é muito importante numa via ocupada por carros.”

Ser visto pelos motoristas é uma das principais preocupações. “O motorista tem o carro como proteção. Nós estamos totalmente expostos”, observa Júlio Cesar Delia Rieder, conhecido como Japa pelos amigos do Pelotão do Parque da Cidade. Ele pedala há cinco anos com o grupo. “Antigamente, tinha provas no parque, então o pessoal criou o hábito de treinar por lá. É um grupo bem antigo e bem técnico”, ressalta. Para ele, o brasiliense está aprendendo a lidar com a bicicleta. “É preciso respeito mútuo. Temos que dividir a faixa, não nos apossar dela.”
http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2013/09/18/noticia_maisesportes,48792/brasilienses-optam-por-pedalar-em-pelotoes-para-evitar-acidentes-e-assaltos.shtml

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