segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Médico emagrece 60 quilos após trocar o carro pela bicicleta

João Carlos Schneider chegou a pesar 150 quilos antes de mudar o meio de transporte


Por esporte, lazer, saúde, sustentabilidade e até por ser um modal mais rápido para fugir dos congestionamentos, vários profissionais que trabalham em unidades de saúde de Curitiba optaram pela bicicleta como meio de transporte diário. Na semana passada, a Prefeitura anunciou investimentos na implantação do novo Plano Diretor Cicloviário, que irão ajudar os ciclistas e estimular um maior número de pessoas a trocar o carro pela bicicleta.
O médico de família João Carlos Schneider, de 62 anos, começou a usar diariamente a bicicleta como forma de impulsionar o emagrecimento e recuperar a saúde. Há seis anos, Schneider pesava 150 quilos – 60 quilos a mais do que hoje –, era diabético e hipertenso. Diariamente, tomava 13 comprimidos para controlar as doenças, as quais ele garante terem desaparecido após conquistar a nova forma física e hábitos saudáveis. “Podem dizer que diabetes não tem cura, mas eu não tenho mais nada”, disse.
A atividade física na vida do médico começou com a natação, que lhe ajudou a reduzir os primeiros 25 quilos. “Precisava de algo mais para continuar emagrecendo e foi aí que troquei o carro pela bicicleta”, comenta. São pelo menos 20 quilômetros diários, chova ou faça sol. De casa, na Água Verde, para a Unidade de Saúde Estrela, no Fazendinha, com direito à aula de natação no horário de almoço, no bairro Santa Quitéria. “Como o tempo gasto com o deslocamento vou usar de qualquer jeito, optei por usá-lo fazendo alguma atividade física”, explica.
Gustavo Pradi Adam, de 38 anos, médico da Unidade de Saúde Camargo, no Cajuru, adotou o modal diariamente há três anos, quando trabalhava no prédio da Secretaria Municipal da Saúde, no Centro. Na época, eram sete quilômetros de distância (ida e volta) até sua casa, no Cabral. Agora, no novo local de trabalho, são 16 quilômetros diariamente, distância que compensa porque é encarada como um momento de lazer e de relaxamento. “Diminui o estresse e me sinto com muito mais ânimo e energia”, afirma.
A enfermeira Juliana de Rezende, de 36 anos, da Unidade de Saúde Mãe Curitibana, no Alto São Francisco, mora pertinho do trabalho, cerca de um quilômetro, e só dispensa a bicicleta quando o tempo está ruim, ou precisa fazer visitas domiciliares aos pacientes. “Além de não poluir o meio ambiente com o carro, é muito mais gostoso ir de bicicleta para o trabalho. E no final do dia, ainda é muito mais rápido”, destaca.

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