terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bikes estacionárias inteligentes: um novo conceito



Um novo conceito de bicicletas de academia promete transformar as aulas de spinning em verdadeiros treinos de ciclismo. Em sete anos de pesquisa, essa bike foi desenvolvida em parceria com a Federação Britânica de Ciclismo; o interessante é que ela chegou ao Brasil recentemente e já equipa as academias mais modernas.

A principal diferença em relação às outras bicicletas estacionárias é em relação à sua geometria e fidelidade quando comparada a uma bike profissional.

"Ela replica fielmente o que é a sensação de se pedalar em uma bike de rua", diz Pedro Chocair, diretor de operações da HAB Latin America.

"Você tem a mesma sensação porque ela também tem corrente. Por isso é um simulador perfeito para quem quer pedalar na rua", exlica Bruno Franco, gerente de inovações na Bodytech.

Ainda que não pareça, existe muita tecnologia embarcada nessa bicicleta. Em tempo real, ela é capaz de analisar e interpretar mais de 40 parâmetros individuais do ciclista. Cada pedalada é monitorada e sua performance é exibida neste monitor. Uma série de sensores mede potência, velocidade, cadência, ritmo cardíaco, a força aplicada em cada perna e até o ângulo que a força está sendo aplicada. Essas forças são medidas por uma célula de carga e calculadas de acordo com a posição dos pedais; que, por sua vez, é determinada por dois sensores magnéticos sobre o pedivela.

Esse conjunto de informações é o feedback completo para um atleta entender como ele está pedalando, como ele pode melhorar seu rendimento e onde ele pode chegar.

"Temos um computador que faz a leitura de todas as informações técnicas que estão sendo geradas aqui dentro e fornecem um gráfico que representa sua técnica de pedalada – em que momento você está aplicando a força durante a rotação, como essa força está sendo aplicada, etc", diz Chocair.

Para o atleta profissional, essa avaliação pode significar segundos na hora da corrida e uma oportunidade de aprimorar ainda mais sua técnica. Mas os ciclistas amadores também podem se beneficiar muito de um equipamento como este.

"Se eu não sei como pedalar, vou ter a oportunidade de saber onde deverei fazer mais força, se devo fechar mais os joelhos, etc. É uma boa para o amador", explica Bruno Franco.

Além de ser usada como uma ferramenta científica para treinos de ciclismo profissional, outro diferencial dessa bike indoor é a capacidade de usar a tecnologia como instrumento de motivação dos alunos na academia. Entre diversos recursos disponíveis no software que acompanha a bicicleta, o destaque fica com o modo corrida. Até 16 bikes podem se conectar entre si e os usuários disputam uma animada competição.

O lado chato da história é que bicicletas estacionárias como esta são para poucos. Apenas academias de alto padrão possuem algumas unidades. No entanto, qualquer cidadão que tiver míseros 20 mil reais para desembolsar também pode adquirir uma dessas.

A verdade é que a tecnologia vem contribuindo cada vez mais para atletas amadores e profissionais dentro e fora das pistas. Se você pedala, também deve se interessar pelo “bike fit”, um sistema que ajusta o ciclista perfeitamente à sua magrela. Esta reportagem você encontra nos links que separamos logo abaixo do vídeo desta matéria no olhardigital.com.br. Aproveite e veja como recursos hi-tech estão deixando as corridas de rua cada vez mais interessantes e desafiadoras.

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