segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Redução da alíquota de importação traz alívio, mas não é o suficiente, avalia setor de bicicletas

Importação do produto final, pneus e câmaras é beneficiada,
mas empresários do setor ainda consideram a carga tributária muito pesada

Incentivo à mobilidade precisa ser acompanhado de
medidas para redução do preço da bicicleta, defende a Abradibi 


Com o anúncio do retorno aos patamares da TEC- Tarifa Externa Comum do Mercosul mediante a redução das alíquotas de importação que incidem sobre bicicletas, pneus e câmaras de ar, os montadores, distribuidores e importadores de bicicletas, peças e acessórios terão um alívio na pressão sobre os custos causada pela carga tributária, mas ainda insuficiente para tornar os preços praticados no Brasil mais competitivos.

Essa é a opinião da Abradibi ((Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios), que reúne montadores de bicicleta,e distribuidores, importadores e atacadistas do setor.

Hoje, as alíquotas de importação dos principais   componentes das bicicletas, como pneus e câmaras de ar, giram em torno de 25 e  35%. A partir de outubro, com a revogação da lista de exceção que há um ano atinge 100 setores da economia, esse patamar deve voltar aos 16%.

Segundo avaliação da Abradibi, esse fôlego a mais não impede que a bicicleta brasileira continue sendo uma das mais caras do mundo. Enquanto em países como Estados Unidos e Colômbia a carga de impostos sobre a bicicleta é zero, aqui ela equivale a cerca de 40% do valor final do produto.

O protecionismo que motivou a adoção da medida de exceção na importação de bicicletas,suas partes e peças, é um dos principais problemas enfrentados pela cadeia da bicicleta no Brasil. Como todos os países que produzem bicicletas de baixo valor agregado, a produção brasileira depende de peças vindas principalmente da China e Índia.” A importação em nosso setor é necessária para promover a absorção de tecnologia e a obtenção de insumos menos onerosos e mais eficientes”, afirma Tarciano Araújo, presidente da Abradibi.

Outro problema apontado por Tarciano é a falta de incentivo econômico para a bicicleta como solução para a mobilidade urbana. “Estamos construindo ciclovias, mas esquecemos de desonerar a bicicleta e seus componentes de impostos, como fazem outros países, para que ela se torne um meio de transporte realmente popular”, avalia o presidente da Abradibi.

Mercado
O mercado brasileiro é responsável pela produção de 6 milhões de bicicletas/ano.
A Abradibi estima que o mercado potencial do país gire em torno de  9 a 10  milhões de unidades/ano. “Com uma política competitiva de tributos, poderíamos até nos posicionar como polo exportador de bicicletas”, projeta o presidente da Abradibi. 
Hoje, a exportação brasileira é bastante tímida, diante do desempenho do mercado chinês, que exporta cerca de 60 milhões de bicicletas/ano (80% das exportações mundiais).

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Renata Silva - Nelson Lourenço
Em Foco Assessoria de Comunicação
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