sexta-feira, 12 de julho de 2013

O fascínio do Tour de France

AFP
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Bristol EUA) – O leitor Azevedo Lage tem razão quando diz que grande parte do fascínio do Tour de France é fruto das encantadoras paisagens campestres franceses. Há também, é claro, o charme da chegada em Paris, na linda Avenue des Champs Elysées. Além das espantosas velocidades daqueles homens em suas máquinas quase voadoras.
Por sinal que uma coisa com a qual não concordo no Tour de France é a chegada “pro-forma” em Paris, quando ninguém procura superar o líder da prova. Houve um ano, por exemplo (se não me falha a memória, em 1989) em que o americano Gregg Le Monde ganhou por apenas oito segundos – uma diferença que poderia ter sido descontada no último dia.
Tenho certeza que vozes mais sábias e mais bem informadas sobre o Tour de France se manifestarão a respeito.
Mas quero dizer que para mim este ano uma grande parte do interesse pelo Tour de France se deve à ausência de Lance Armstrong. Sem ele, há muito mais competição entre os diversos ciclistas e diversas equipes.
No momento, vai se desenhando a vitória final do britânico Chris Froome (nascido no Quênia) – embora ela não seja ainda favas contadas, como acontecia na época de Armstrong.
Na etapa desta quinta-feira houve, por exemplo, a surpresa do primeiro lugar do alemão Marcel Kittel, arrancado ao também britânico (nascido na Isle of Man, onde se fala um pitoresco dialeto) Mark Cavendish, naquilo que as antigas transmissões de Teófilo de Vasconcelos, no Hipódromo da Gávea, chamavam de “photo-chart”. Ganhou por meia-roda, quando o locutor da televisão americana já anunciava a vitória de Cavendish.
A esperada vitória de Froome este ano, por sinal, poderá vir a se tornar complicada pelo fato de que um integrante de sua equipe, a Sky, foi vítima de um acidente que lhe causou uma fratura da clavícula. Ele é o norueguês Edvald Hagen, que não mais poderá competir no Tour deste ano, deixando a equipe de Froome com apenas seis ciclistas.
Isto significa que o apoio a Froome, na etapa dos Alpes, vai diminuir, apesar de todo o esforço de seus “domestiques”.
Por falar em “domestiques”, uma observação: há 34 nações representadas no Tour de France deste ano. Uma delas é o Brasil, que tem Murilo Antonio Fischer, nascido em Brusque, Santa Catarina, competindo pela equipe francesa FDJ, atualmente na 15a. colocação entre 22 competidoras.

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