terça-feira, 30 de julho de 2013

Blocos de concreto soltos na orla da Pampulha são armadilha para ciclistas e pedestres em BH

Lucas Prates/Hoje em Dia
Blocos de concreto soltos na orla da Pampulha são armadilha para ciclistas e pedestres em BH
BHTrans alega que a ciclovia não está totalmente liberada, mas nada indica restrição ao tráfego
Ciclistas e pedestres estão em perigo em trechos da orla da Lagoa da Pampulha. Blocos de concreto que vão dividir a ciclovia da pista de carros estão jogados junto ao meio-fio, deixando expostos pontiagudos vergalhões, sem qualquer proteção.
Há poucos dias, o árbitro de futebol Renato Celso Brandão, de 62 anos, socorreu um ciclista que se chocou contra os prismas, também conhecidos como “gelos-baianos”, próximo ao Pampulha Iate Clube (PIC). 
“Ele não viu os objetos. Se machucou e por pouco não bateu a cabeça na calçada”, contou Renato, que ouviu outros dois relatos de acidentes semelhantes.
Parada obrigatória
Somente nesta semana, o ultraciclista (ciclista de longa distância) Rogério Pacheco, de 41 anos, teve que tirar dois prismas do meio do caminho para evitar acidentes com colegas. Ele participa de um grupo com cem pessoas que pedalam juntas. 
empresária Edna Valadares, de 51 anos, diz que, se não fossem as orientações do estudante Gustavo Alves, de 27, com experiência em circular pelo trecho, poderia ter se machucado nos blocos, na terça-feira (23).
“Foi ele quem me alertou. Isso é um perigo, principalmente para idosos e crianças que aproveitam o dia na orla da Lagoa”, afirma.
Insegurança
Para o presidente da Organização Não Governamental (ONG) SOS Mobilidade Urbana, José Aparecido Ribeiro, a situação demonstra desleixo por parte da BHTrans, responsável pela construção de ciclovias e ciclofaixas (vias sem os prismas) em Belo Horizonte.
Além da remoção imediata dos blocos, a solução para garantir a segurança dos frequentadores do espaço, segundo ele, seria o aumento da largura da ciclovia, que tem 2,5 metros. 
“Isso seria possível com a eliminação de 1,5 ou 2 metros do passeio, que é largo, sem que houvesse prejuízo aos pedestres”, sugere Ribeiro, que também é presidente do Conselho Empresarial de Política Urbana da Associação Comercial de Minas (ACMinas).
A BHTrans informou que a ciclovia não está totalmente liberada para tráfego e que as obras, ainda em andamento, terminam este mês. Afirmou também que vai fazer uma vistoria no local, para tentar minimizar os impactos da intervenção. 

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