segunda-feira, 6 de maio de 2013

Diários de bicicleta


Nelson Neto e sua bicicleta: experiências compartilhadas via site sobre cicloturismo selvagem – foto: Diego Janatã
21 Abril 2013
Nelson Neto e sua bicicleta: experiências compartilhadas via site sobre cicloturismo selvagem – foto: Diego Janatã
Nelson Neto e sua bicicleta: experiências compartilhadas via site sobre cicloturismo selvagem – foto: Diego Janatã
Nelson Neto e sua bicicleta: experiências compartilhadas via site sobre cicloturismo selvagem – foto: Diego Janatã

Imagine alguém viajando sozinho de bicicleta por toda a América Latina e, ainda, ter tempo e disposição para escrever em um site, diariamente, toda essa experiência, mas com doses didáticas de como chegar em cada lugar; dicas dos aspectos geográficos, econômicos e culturais; além de impressões pessoais de tudo.
Essa pessoa existe e está em Manaus, é o cicloviajante Nelson Neto, um paulista que resolveu cruzar a América Latina em cima de uma “magrela” e criou o site Cicloturismo Selvagem (www.cicloturismoselvagem.com.br), onde narra suas aventuras. Após passar por Boa Vista (RR), ficará na cidade por algumas semanas em Manaus e depois segue para Belém (PA).
Formado em história, Nelson conta que no final de 2006, ainda no segundo ano de faculdade, surgiu a oportunidade de visitar a família em outra cidade. Na época estudava em Marechal Rondon (distante 175 quilômetros de Curitiba, onde a família morava).
“Nem tinha ideia do que era cicloturismo. Levei aproximadamente 24 horas numa viagem que não duraria, com os conhecimentos que tenho hoje, mais de 8 horas. Entre os erros que cometi, comecei a empreitada às 12h e levei uma garrafa de água congelada. São situações impensáveis atualmente”, revela.
Nesse período, descobriu pela internet outras pessoas que faziam viagens assim. Após 1 ano já estava de ‘malas prontas’ para seguir em direção ao Chile, onde chegou após 17 dias, saindo de Foz do Iguaçu (PR). Começava então a história do cicloviajante.
Para começar a aventura, Nelson explica que trabalhou arduamente durante 1 ano e guardou uma quantia suficiente para bancar a viagem. Ele conta que anda com cartão de débito, mas usa um macete para qualquer eventualidade. “O meu dinheiro está no banco, pois se por acaso eu for assaltado - o que espero que não aconteça nunca-, não fico desprovido”, revela.
Na bagagem, o aventureiro leva, além de disposição, aproximadamente 50 quilos divididos entre roupas, saco de dormir, colchão inflável, ferramentas, produtos para beber e comer e um guia dos lugares por onde passa.

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