sexta-feira, 17 de maio de 2013

Crítica ao crítico

O jornal O Tempo publicou uma matéria sobre a falta de ocupação das ciclovias de BH com diversos problemas mencionados abaixo.

1) Nem mesmo a BHTrans sabe quantos quilômetros existem de vias exclusivas para ciclistas em Belo Horizonte.
3) A ciclovia do Barreiro custou, sozinha, R$ 400.000,00 e tem 2,2km de extensão. Se a prefeitura quer chegar aos 100km, ela terá de gastar mais que os R$ 400.000,00 supracitados na reportagem.
4) O programa Pedala BH tinha previsto para o ano de 2012 o orçamento de aproximadamente 7 milhões de reais, conforme pode ser visto na prestação de contas do Executivo. No entanto, desse valor, apenas 7% foi gasto em 2012. Valor na contramão do que foi gasto, por exemplo, para abrir caminho para circulação de veículos automotores individuais (Viurbes): mais de 200 milhões de reais.
5) A reportagem do jornal cita que passou duas horas em dois pontos da cidade e menciona a contagem de ciclistas feita peloMountain Bike BH (MTBBH) em 2010. O porém, aqui, fica por conta da metodologia utilizada pela instituição e pelo jornal.  O MTBBH ficou, nas seis rotas que fez a contagem, 12 horas no local. O jornal O  Tempo ficou apenas 2 horas e não informou em qual horário do dia o fez.
6) O senhor Mauro Luiz, supervisor de obras e projetos especiais da BHTrans, afirmou na reportagem que o objetivo primário da empresa era educativo e tinha por base incentivar o uso da bicicleta.
Ora, quem, que já não pedala pelas ruas de BH, irá se arriscar a trafegar de bicicletas por ciclovias que trazem mais risco à vida do ciclista que a própria rua? Como a BH em Ciclo demonstrou, as novas vias exclusivas de ciclistas em Belo Horizonte não levaram em consideração os aspectos técnicos para zelar pela segurança de seus usuários.
Que tipo de educação é essa baseada na dor e nas experiências negativas?
O jornal em momento algum questionou, por exemplo, a falta de programas e projetos de incentivos ao uso da bicicleta, o baixo orçamento do projeto Pedala BH, a ausência de campanhas educativas que contemplem os ciclistas, a falta de políticas públicas de fomento ao transporte não motor e à integração desses com o transporte coletivo e a falta de fiscalização de quem não respeita os ciclistas.
Uma dica à BHTrans: atualizar o seu site e disponibilizar para a sociedade civil as informações que a empresa repassa aos veículos de comunicação e propaga nos seminários onde tem participação e voz garantida.
Por fim, o jornal deu a opinião do especialista em mobilidade pela PUC Minas, Manuel Teixiera. Nela, ela afirma que as ciclovias existentes não são uma alternativa para transporte e que o relevo da cidade não corrobora com o uso da bicicleta.
Especialistas do mundo inteiro já provaram que não existe cidade ideal para se usar a bicicleta e tampouco ciclista ideal. O ciclista se adapta à cidade que, previamente, incentiva, de fato, as pessoas a optarem pela bicicleta como meio de transporte.
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http://bhemciclo.org/2013/05/14/critica-ao-critico/

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