sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ciclofaixas de trabalho


05/04/2013

A frota brasileira de bicicletas se apresenta como...

A frota brasileira de bicicletas se apresenta como a quinta no mundo, com cerca de 70 milhões de bikes. No entanto, se observamos as cidades brasileiras, veremos que estamos longe de conceder a prioridade devida aos ciclistas que têm a bicicleta como modo preferencial para seus deslocamentos. Nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, um terço da população vive a menos de cinco quilômetros dos seus locais de trabalho. Se o governo prover infraestrutura, as pessoas vão responder, vão passar a usar mais as bicicletas.
Mas, o que fazer para garantir a segurança do ciclista no trânsito? Diminuir os limites de velocidade? Construir mais ciclovias e ciclofaixas? Segundo uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de New South Wales, na Austrália, a resposta é também dobrar o número de bicicletas circulando. Quando isso acontece, cai o número de acidentes envolvendo ciclistas em um terço. 
Na Espanha
As bicicletas fazem parte da paisagem da cidade de Barcelona. Há seis anos, no entanto, as ruas do local não eram tão amigáveis ao meio de transporte - eram 80 quilômetros de ciclovias, algo que limitava a circulação das bicicletas para algumas áreas da cidade. Hoje, Barcelona já ampliou suas ciclovias para 230 quilômetros, fazendo das bikes uma opção comum de transporte para os moradores locais e turistas.
No início, Barcelona não tinha essa cultura de uso de bicicletas. Aos poucos, as pessoas perceberam as vantagens do meio de transporte e a prefeitura passou a se preocupar com a elaboração de infraestrutura adequada aos ciclistas.
No Brasil 
Várias cidades já estão implantando sistemas de bicicletas públicas que compartilham a utilização das magrelas de forma gratuita, desde que o usuário esteja previamente cadastrado em site. Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Sorocaba, São Caetano, Santos e Porto Alegre já têm sistemas de compartilhamento de bicicletas.
Com a intenção de estimular o transporte sobre duas rodas, o Bradesco patrocina a ciclofaixa de lazer na Capital paulista, com extensão de 9,5 quilômetros em ruas e avenidas da cidade que, aos fins de semana, são reservadas somente aos ciclistas. Mas, será que todo esse custo, que não é baixo, não poderia financiar ciclofaixas permanentes para o trabalhador utilizar no dia a dia? A bicicleta pode fazer parte da solução sustentável que tanto necessitamos. Portanto, temos que mudar nossa percepção atual de que bicicleta é apenas para lazer. A bicicleta é um meio de transporte viável, capaz de interagir eficientemente com todas as outras formas de mobilidade urbana, além de proporcionar a melhoria do meio ambiente e ajudar a promover a inclusão social.
Ciclofaixas de trabalho 
Também é importante pensar em transformar os estacionamentos na via pública em aumentos de calçadas, ciclovias e ciclofaixas. Nos bairros, as prefeituras podem estreitar as vias, alargar as calçadas para os pedestres e implantar ciclofaixas e ciclovias para bicicletas. 
É preciso haver um interesse maior por parte dos governos no incremento do uso da bicicleta, o que pressupõe a criação de ciclovias e ciclofaixas permanentes, estacionamentos seguros e convenientes para estimular as viagens e a oferta de bicicletas compartilhadas.
Os limites de velocidade de 30 km/h salvam vidas. O controle da velocidade é um meio eficaz para melhorar não só a segurança dos ciclistas e pedestres, mas também para melhorar a qualidade do ar. Também é muito importante conseguir que o transporte público e a bicicleta sejam integrados. A mobilidade sustentável é uma bandeira importante de ser levantada pelos governos e por cada um de nós. 

http://www.dgabc.com.br/Columnists/Posts/36/7951/ciclofaixas-de-trabalho.aspx

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