sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ciclismo conquista cada vez mais adeptos em Porto Alegre


Ciclismo conquista cada vez mais adeptos em Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agência RBS

Apesar de ter cada vez mais gente pedalando, investimento do poder público não acelera no mesmo ritmo06/04/2013 

Um aro de metal retorcido decora a loja, oficina e montadora de bicicletas onde trabalha o educador físico Rodrigo Barcellos, 42 anos, no bairro Rio Branco.
O estrago data de 22 de janeiro de 2011, quando o bancário Ricardo Neis atropelou dezenas de ciclistas que faziam a pedalada mensal da Massa Crítica pelas ruas de Porto Alegre.
— Infelizmente, precisou daquele episódio para o ciclista se tornar mais visível na cidade — resume Barcellos.
Apelidado de Pirata pelos ex-alunos de natação por causa dos piercings na orelha e do corpo tatuado, há 15 anos, Barcellos usa a bici como meio de transporte. Atualmente, pedala 15 quilômetros do bairro Tristeza até a loja, que fica a poucas quadras do Parque da Redenção, faça chuva ou faça sol.
Pelas ruas, percebe o que muitos porto-alegrenses também estão vendo: cada vez mais gente pedalando. Tanto é que a unidade da Gaúcha Bike onde Pirata trabalha, aberta em março deste ano, é a ampliação do negócio que tem matriz na Zona Sul. Além de vender e personalizar bicicletas, o objetivo é ajudar ciclistas iniciantes a pedalar com segurança.
— Não adianta construir ciclovias, colocar bicicletas para alugar, se ninguém instruir essas pessoas sobre como andar de bike na cidade — diz o ciclista.

Dezenas de iniciativas voluntárias têm feito muita gente tirar a poeira da magrela na Capital. Há até quem tenha se motivado a começar do zero, caso de Tania Pires, 62 anos, presidente da ONG Centro de Inteligência Urbana de Porto Alegre.

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