“Aqui sua bicicleta é bem-vinda”. O simpático slogan, espalhado pelas estações da Companhia do Metropolitano de São Paulo, me deixou um pouco otimista – mas, admito, também desconfiado. A equação metrô+bike funciona? Para responder a pergunta, este repórter deixou as (muitas) preocupações de lado e, pela primeira vez, virou ciclista na cidade.A estreia, para minha aflição, se daria de uma maneira inusitada. O objetivo do passeio era mostrar o sufoco daqueles que carregam suas bikes à tiracolo todos os dias, de estação em estação. Desde 2007, o metrô permite o uso de bicicletas em suas áreas internas – mas quem pedala ainda sofre com algumas restrições, como a proibição de uso de elevadores e de escadas rolantes na descida.
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Sem as facilidades das ruas largas de Brasília, de onde me mudei há um ano, defini um plano simples para a “aventura”: alugar uma bicicleta e, sem me identificar como repórter, fazer conexões em quatro linhas: a verde, a azul, a vermelha e a amarela. Eu seria uma das sessenta pessoas que, em média, circulam nos dias úteis com bikes nas estações, de acordo com o Metrô. Nos fins de semana, o número sobe para 1,1 mil. Um grupo ainda pequeno se comparado aos 304 mil que pedalam todos os dias para ir e vir em São Paulo.
Estação Consolação: a equação Metrô+bike dá pé?

(Foto: Mari Campos)
PRIMEIRO DESAFIO: O aluguel frustrado
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