terça-feira, 19 de março de 2013

Clemilda Fernandes sai da UTI e critica falta de estrutura no país para o esporte

Ciclista ainda está internada no Hospital dos Acidentados, em Goiânia, com dores na coluna e no joelho e espera voltar a competir em dois meses
16/03/2013 09:01 - Atualizado em 16/03/2013 09:01
Por ahe!
RIO
Clemilda Fernandes espera voltar a competir em dois meses - DivulgaçãoA ciclista Clemilda Fernandes, que foi atropelada em uma rodovia de Goiás enquanto treinava, saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas seguirá internada no Hospital dos Acidentados, em Goiânia, sem previsão de alta. Ela, embora não tenha sofrido nenhuma lesão, segue com dores na coluna e no joelho. Em entrevista à TV Anhaguera, Clemilda lamenta a falta de estrutura no país para o esporte.

- Lamento muito por tudo que aconteceu, estou muito triste. Sou uma atleta olímpica, com grandes resultados acumulados nos últimos anos, mas não sou tratada com o menor respeito. Não temos lugar para treinar. Eu estava na rodovia porque não tinha outra opção. Esta é minha profissão. Não acho que seja tão difícil que o Governo construa uma ciclovia ou um velódromo para nós. É só isso que eu peço, mas a espera já é longa – reclamou a ciclista.

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Por causa do acidente, Clemilda, de 33 ano, está fora da Copa do Mundo da modalidade, que será disputada no fim do mês na Itália. A atleta espera voltar a competir em dois meses e estar bem para disputar o Pan-Americano do México, em maio.

Clemilda se chocou com um veículo quando saia da BR-153 em direção à GO-20, na saída de Goiânia para o autódromo da cidade. O motorista não prestou socorro, ela teve cortes profundos na cabeça e na coluna, além de escoriações nos braços e joelhos.

- Muitas pessoas são maldosas, respeitam mais os animais do que a gente. O acidente ocorreu em um local perigoso, uma curva fechada, em que eu já tinha corrido riscos. Entrei na rodovia pelo canto, mas vinha um carro em alta velocidade pelo acostamento. Não me lembro da batida exatamente, pois fiquei inconsciente depois da queda. Quando vi, eu já estava no chão, com vários cortes. Agradeço muito a Deus por não ter perdido nenhum membro, por exemplo, como já ocorreu com outros ciclistas. Tive medo de não competir mais – completou Clemilda, que vem de bom resultados, como o título do Tour de El Salvador e a medalha de prata na Copa América.

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