terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Olha, mãe, sem as mãos!


Dica!!! do Dia!

Olha, mãe, sem as mãos!
Saiba como você pode obter sua autonomia na estrada ou na trilha.

Tirar uma ou ambas as mãos do guidão, para quem vê ou para quem tem prática, parece um gesto simples, automático e fácil, mas, para o ciclista que ainda não domina a técnica, essa falta de habilidade limita sua autonomia e versatilidade. E mais: caso tente fazê-lo sem a proficiência necessária, o ato pode ser desastroso tanto para ele quanto para os ciclistas ao seu redor.

A primeira regra para o iniciante que arrisca suas primeiras pedaladas sem as mãos é saber que o ponto de equilíbrio do ciclista está nos quadris – e não no apoio no guidão. “Os ísquios devem estar bem encaixados no selim e as costas do ciclista devem estar eretas”, explica Ricardo Arap, da Race Assessoria Esportiva. Logo, caso esteja jogando seu apoio no guidão, o ciclista não conseguirá tirar ambas as mãos – no máximo tirar uma ou outra, e por pouco tempo. “Nas descidas, o tronco deve estar ligeiramente para trás e, na subida, um pouco mais inclinado para a frente.”

Pedalar sem as mãos, de acordo com Arap, é como dirigir: no início, pisar na embreagem e mudar de marcha pode ser complicado, mas logo se torna um gesto automático. Com a bike não é diferente.

O técnico recomenda treinar sozinho, isto é, longe de um pelotão e em um local seguro, sem ou com pouco trânsito. Assim como na natação, em que o nadador tem maior ou menor dificuldade de respirar pelo lado esquerdo ou direito, o ciclista também tem mais firmeza com uma dessas mãos. O primeiro passo é descobrir qual sua mão “boa”. Uma vez isso descoberto – normalmente é a direita nos destros e esquerda nos canhotos –, essa será sua base, isto é, a mão que sempre estará no guidão. “Mas vale treinar invertendo esse papel, pois, é preciso sinalizar buracos, por exemplo, tanto com a mão esquerda quanto com a direita. “O ciclista à frente é responsável por sinalizar o trajeto para quem vem atrás. Essa é a ética do pelotão”, reflete Arap.

Treine pegar a caramanhola com uma mão por vez, utilizando-se de guia uma faixa contínua na rua. O intuito aqui é, mesmo com apenas uma mão no guidão, continuar pedalando em linha reta.

E à medida que vai adquirindo essa técnica, o ciclista passa a automatizar o movimento, sem precisar olhar para a caramanhola ou para o gel, enquanto o abre, por exemplo. Isso é fundamental, pois é imprescindível estar focado no que vem à frente. “Sempre busque antever a situação, pois, certamente, será desastroso o ciclista ser pego de surpresa com um buraco à sua frente enquanto bebe água”, exemplifica Arap, que vai além: “Mais do que antever, é preciso memorizar situações de perigo e minimizar os riscos”. Assim, não deixe para beber água em uma curva.

Já para tirar as duas mãos, vale a regra de ouro: apoio nos ísquios e costas perpendiculares ao solo. Continue pedalando, pois, quanto mais devagar, menos equilíbrio o ciclista tem sobre a bike. Tire uma, depois a outra. Bata palmas, você conseguiu.

A seguir, veja algumas situações em que se faz necessário tirar uma ou as duas mãos do guidão:

Hidratação e alimentação

Mantenha sua mão dominante no guidão. Para quem já tem um pouco mais de técnica, segure no manete, perto dos freios. Para os iniciantes, segure no topo do guidão, perto do avanço, pois isso trará mais estabilidade à bicicleta. Com a outra mão, alcance a caramanhola ou o gel/barra no bolso de trás. Com os dentes, puxe o bico da garrafa. Aliás, os caninos são excelentes para rasgar o lacre de abertura do gel ou da barrinha.

Passar a caramanhola para o companheiro ao lado também requer treino – de ambas as partes. Aproxime-se do amigo e, sem perder o foco no percurso e no mesmo ritmo dele, pegue a garrafa e estenda-lhe o braço.

Despindo-se

Com uma mão no guidão, use a outra para enrolar para baixo o manguito, assim como sua mãe fazia com suas meias na infância – isso facilitará retirar todo o manguito, sem movimentos bruscos e rapidamente. Tirar o corta-vento pode ser feito com uma ou sem nenhuma mão no guidão. Com apenas uma, no entanto, dispa um braço por vez, enquanto o contrário é usado como apoio no guidão.


A mão amiga

Para ajudar um companheiro ciclista que está sofrendo em uma subida e dar aquele empurrão amigo, use-o como seu equilíbrio. Para uma maior estabilidade, segure no topo do guidão, perto do avanço. Coloque sua outra mão na região da lombar do seu amigo – ou um pouco mais acima – e o empurre, contrabalanceando o seu peso com o dele.

O aceno da vitória

Nada mais desanimador do que comemorar uma vitória com apenas uma mão levantada. Sempre pedalando, apóie-se nos ísquios e mantenha suas costas perpendiculares ao solo. Feche o zíper da camisa até o fim, abra os braços e o sorriso e comemore!

Enoque Filho!
http://cyklistikapernambuco.blogspot.com.br/2013/01/olha-mae-sem-as-maos.html?spref=fb

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