terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ciclismo oferece quatro modalidades principais; confira as diferenças entre elas


Thiago Rizerio - Correio Braziliense

Publicação:

03/02/2013 16:23
A bicicleta do modo que conhecemos, com pedais ligados ao quadro e impulsionando a roda traseira por meio de uma corrente, teve suas primeiras aparições na segunda metade do século XIX. Até chegar ao formato atual, no entanto, o veículo passou por muitas modificações para que a mobilidade melhorasse. Desde o material utilizado, ao tipo de pneu e até o posicionamento do banco, tudo foi sendo aperfeiçoado com o tempo.

No ciclismo esportivo, a situação é parecida. Há diferentes tipos de modalidade e, para cada uma delas, há um tipo específico de equipamento — eles ajudam a melhorar a performance de quem comanda a “magrela”. Todos os praticantes são ciclistas. Mas enquanto uns fazem uso de bicicletas utilizadas para enfrentar terrenos cheios de pedras, elevações, alguns até arenosos, outros circulam exclusivamente em pisos de madeira corrida, sem desníveis ou mudanças de relevo.

Em 2012, todos os estilos estiveram presentes nos Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra. Com suas diferenças, cada um tem suas características de disputa. O Correio traz o que diferencia as modalidades. 
AFP PHOTO / ALEXANDER KLEIN
 
Mountain bike
Trabalho pesado

Robustas, com amortecedores e pneus mais largos e com cravos: assim são as bicicletas usadas no mountain bike. Com quadros feitos de alumínio, carbono ou ligas leves, a magrela precisa ser macia para aguentar os trancos existentes nas trilhas sem repassá-los para o ciclista. No programa olímpico, apenas o cross country aparece entre as provas. Desde 1996, praticantes do MTB disputam medalhas em terrenos difíceis de se trafegar. Agilidade na direção, equilíbrio e velocidade devem ser aliados para alcançar a glória no esporte.
Fora das olimpíadas, porém, há outras disputas, como o
downhill e o 4-cross. A mais veloz da categoria é o downhill — prova em que o ciclista desce caminhos tortuosos em alta velocidade. No percurso, curvas desafiadoras, chão de terra, pedra ou cascalho e algumas lombadas fazem a bicicleta saltar. Alguns campeonatos ainda acentuam a emoção e colocam os competidores para descerem montanhas mais íngremes que os percursos do downhill tradicional — os chamados ultimate.

Nino Schurter não vê rivais à altura no cross country. Em 2012, nas sete etapas da Copa do Mundo, Schurter conquistou quatro títulos e um vice-campeonato. Além disso, ainda foi campeão mundial e faturou a prata em Londres.No
downhill, a juventude se rende à experiência de Greg Minaar. Aos 31 anos, o sul-africano dominou as descidas tanto no mundial quanto na Copa do Mundo.

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