terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os caminhos do pedal em Brasília


Atletas da cidade contam ao Correio quais são os melhores locais para a prática do esporte em Brasília. A falta de segurança em alguns trechos é o principal problema apontado por eles

Thiago Rizerio - Correio Braziliense

Publicação:

21/01/2013 09:55
Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press
O analista João Pagno gosta das trilhas da Floresta Nacional, em Taguatinga, mas alerta para os riscos de assalto

Um bom local para praticar o ciclismo tem que ter boas pistas %u2014 ou trilhas %u2014 e, principalmente, segurança. Em termos de espaço e vias, Brasília é uma cidade próxima do ideal para pedalar, mas deixa a desejar justamente na hora de garantir a saúde física dos atletas. Ao Correio, praticantes da modalidade opinaram sobre as condições gerais do esporte na cidade, criticaram o perigo de assaltos e atropelamentos e deram dicas sobre os melhores locais para montar em uma bicicleta, seja para o lazer ou treinamentos mais puxados.

É consenso que Brasília, por ser uma cidade bastante plana, é um convite ao ciclismo de estrada (no asfalto, também chamado de speed). Vias como L4, EPTG e as principais do Lago Norte e do Lago Sul são as preferidas entre os que pedalam. A ciclovia do Lago Sul, por exemplo, foi um dos locais mais indicados pelos ciclistas ouvidos pela reportagem. A via tem como vantagem a segurança: é reservada a quem pedala e é larga o bastante para que os veículos não passem colados às bicicletas. %u201CDurante a noite, é iluminada e os motoristas, em sua maioria, respeitam%u201D, opina Regina Teixeira, 35 anos.

Mas nem tudo é perfeito. Assim como no Lago Norte, a ciclovia era um acostamento antes de receber a pintura e a sinalização para avisar ao motorista que não se deve trafegar naquele espaço. Mesmo assim, ainda acumula a sujeira que vai %u201Ccaindo%u201D da pista, como pedrinhas, terra e cacos de vidro. Esses detritos não são fortes ameaças para os carros, mas oferecem riscos aos ciclistas, como furos nos pneus e quedas. %u201CQuando está muito sujo, a gente acaba desviando para a pista dos carros%u201D, conta o publicitário Felipe Amorim, 30 anos.

No Lago Norte, a via ganhou novos %u201Cobstáculos%u201D. As %u201Ctartarugas%u201D instaladas nas faixas, dentro da ciclovia, até a deixam bem sinalizada, mas o pequeno objeto prejudica àqueles que pedalam em maior velocidade. %u201CUm amigo meu já caiu depois de passar em cima de uma delas%u201D, observa Amorim.

Sem uma ciclovia demarcada nas vias, a L4 (Sul e Norte) e a EPTG também foram indicadas pelos que pedalam com mais frequência. Embora tenham bom piso, nas duas pistas trafega um volume grande de carros, e por isso o horário deve ser bem escolhido para reduzir a chance de um acidente.

Na L4 %u2014 que ganha o nome de Avenida das Nações na Asa Sul %u2014, o melhor é pedalar durante os fins de semana ou fora dos horários de pico (perto das 8h e depois das 18h). Já a EPTG é mais indicada apenas aos fins de semana, quando o movimento é mais baixo.

Além da companhia de carros, ônibus e motos, outro temor preocupa em Brasília: os assaltos. Como muitos equipamentos custam caro, não é incomum que os ciclistas virem alvo de bandidos. O ideal, portanto, é nunca pedalar sozinho, mas, mesmo em dupla ou grupo, o risco ainda existe. %u201CPedalar sozinho nunca é recomendável. Com companhia, inibe (assaltos), mas Brasília está ficando mais perigosa, com muitos roubos%u201D, lamenta o analista João Pagno, 36 anos.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Correio Braziliense.

http://www.superesportes.com.br/app/19,66/2013/01/21/noticia_maisesportes,40967/os-caminhos-do-pedal-em-brasilia.shtml

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