quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Armstrong diz que sente ser o 'bode expiatório' do ciclismo

30 de janeiro de 2013 | 15h 01

Reuters
Lance Armstrong sente que é o bode expiatório de um esporte que sempre foi sujeito à trapaça, disse o ciclista norte-americano na quarta-feira.
Questionado se sentia que era o "bode expiatório de todo um esporte/sistema", Armstrong, que foi banido por toda a vida e teve todos os seus sete títulos do Tour de France retirados por causa do uso de doping, disse ao site Cyclingnews em uma entrevista exclusiva por e-mail: "Na verdade, eu acho sim. Mas eu entendo o por quê. Nós fazemos a cama em que deitamos."
Armstrong, de 41 anos, que confessou o uso de doping este mês, afirmou que utilizou drogas para melhorar a performance desde meados dos anos 1990 até 2005.
Ele acredita, no entanto, que todas as gerações de ciclismo trapacearam.
"Minha geração não foi diferente de qualquer outra. A 'ajuda' evoluiu ao longo dos anos, porém o fato continua que nosso esporte é muito difícil, o Tour foi inventado como um 'truque'... e por um século todos os (ciclistas) procuraram vantagens", disse.
"Desde pular em trens cem anos atrás para o EPO agora. Nenhuma geração ficou isenta ou 'limpa'. Nem a de Merckx, nem a de Hinault, nem a de LeMond, nem a de Coppi nem a de Gimondi, nem a de Indurain, nem a de Anquetil, nem a de Bartali e nem a minha".

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