terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Release 2013 - FilmAir Filmagens Aéreas

Agradecimento e Feliz 2014!!!

Queremos agradecer a todos os órgãos, entidades, empresas patrocinadoras e apoiadoras, atletas, desportistas, amigos e principalmente minha família por acreditarem mais uma vez em nossos projetos de 2013 e que venha 2014!

Felicidades para todos.

Demerson Furtado Pulis Gomes
Presidente
Liga Mineira de Ciclismo

Tombos inacreditáveis do Ciclismo Internacional de 2013

Bike Parkour -Streets of San Francisco!

Bicicleta do futuro tem filtro que purifica o ar enquanto o ciclista pedala

Air Purifier Bike

Trocar o carro pelo transporte público é uma medida que colabora para o meio ambiente. No entanto, trocar o veículo pela bicicleta ajuda ainda mais a diminuir não apenas os gases tóxicos lançados na atmosfera, mas também o número de automóveis nas ruas e desafoga o trânsito.
Agora, além de ser uma ótima atividade física, pedalar em uma "magrela" trará benefícios tanto para quem está ao redor quanto para o próprio usuário. Isso porque a empresa tailandesa Lightfog Creative desenvolveu uma bike elétrica que permite aos ciclistas respirarem ar puro enquanto pedalam. Saiu no DVICE.
Batizada de "Air Purifier Bike" (Bicicleta Purificadora de Ar, na tradução livre), a bike é alimentada por uma bateria recarregável e possui um filtro purificador na parte frontal capaz de limpar o ar de pequenas partículas poluidoras presentes nos centros urbanos. Depois do processo de purificação, o oxigênio puro é bombeado direto para o ciclista.
Além do higienizador na parte frontal, no quadro da bicicleta se localiza um tanque de água equipado com um sistema composto por células de fotossíntese. Esse mecanismo desempenha a mesma função do purificador, mas libera o ar puro ao redor do ciclista, contribuindo com a diminuição da poluição na atmosfera da cidade. E tem mais: mesmo estacionada, a bicicleta ainda mantém ativo o sistema de filtragem para melhorar a qualidade do ar.
Air Purifier Bike
Os designers criadores do projeto dizem que a iniciativa vai estimular cada vez mais as pessoas a deixarem os carros em casa e optarem pelas magrelas. Não se sabe quando a bicicleta será lançada, mas a ideia parece promissora, principalmente se levar em consideração que o número de ciclistas está crescendo nas grandes metrópoles – sem contar os benefícios que esse tipo de meio de transporte traria à atmosfera.

Matéria completa: http://canaltech.com.br/noticia/veiculos/Bicicleta-do-futuro-tem-filtro-que-purifica-o-ar-enquanto-o-ciclista-pedala/#ixzz2ozbAVFaX 


Duatlo é a grande oportunidade para quem gosta de correr e pedalar



Diferente do triatlo que começa com a natação, o duatlo começa com a corrida. Uma grande oportunidade para quem gosta de correr e pedalar.


Esse esporte é uma grande oportunidade para quem gosta de correr e pedalar. Diferente do triatlo que começa com a natação, o duatlo começa com a corrida. Um trecho de ciclismo vem logo depois, e uma segunda corrida completa o evento. De acordo com a União Internacional de Triatlo (ITU), existem 3 principais distâncias de Duatlo:

Sprint: 5km corrida – 20km ciclismo – 2,5km corrida.
Standard: 10km corrida – 40km ciclismo – 5km corrida
Long distance: 10km corrida – 150km ciclismo – 30km corrida

Entretanto, talvez por questões de logística dos eventos, algumas provas de duatlo possuem distâncias parecidas com as oficiais. O Campeonato Estadual de Duatlo do RJ, por exemplo, é disputado nas distâncias 4,2km de corrida – 16,8km de ciclismo – 2,1km de corrida. É realmente um prova muito rápida e disputada. E logo após existe uma prova direcionada aos iniciantes com as distâncias de 2,1km de corrida – 4,2km de ciclismo – 2,1km de corrida.
ciclismo (Foto: Getty Image)ciclisNão precisa ser fera no ciclismo para fazer o duatlo (Foto: Getty Image)

O vácuo é permitido na maioria das provas, e um dos maiores objetivos para todos os duatletas é minimizar a queda de ritmo entre a primeira etapa de corrida e a segunda. Isso faz com que uma estratégia apurada, principalmente na parte do ciclismo, seja determinante para quem compete pensando em performance e tempo. Vale lembrar que quando você pedala no vácuo (logo atrás) de outro ciclista ou de vários, menos energia é despendida nesse processo e mais energia fica disponível para a segunda corrida da prova, que é geralmente onde as posições são decididas. Equilibrar esse gasto energético e não chegar destruído no final é um processo de aprendizagem que pode custar algumas provas.
Se você já é corredor e gosta de pedalar, talvez devesse experimentar o duatlo. Você não precisa ser nenhum craque do ciclismo para se divertir com esse esporte. Claro que você não deve pegar a sua bicicleta e pedalar 15 ou 20 km logo de cara, mas se investir dois dias de bicicleta por semana, logo vai conseguir pedalar cerca de 40 minutos com algum conforto. E se consegue pedalar esse tempo, já pode, com sobras, completar a prova, mesmo que no dia isso te custe um pouco mais de tempo. E se você só consegue pedalar no final de semana, aula de spinning durante a semana vale como treino. O ciclismo é, de fato, uma atividade mais suave para as articulações, mas como na corrida, vá progredindo aos poucos.
Assim como no triatlo, as transições entre os esportes são emocionantes. Os atletas mais rápidos sobem em suas bicicletas ou calçam seus tênis num piscar de olhos e pode-se ganhar ou perder tempo de forma definitiva aqui. E a segunda transição (da bicicleta para a corrida) é a mais dura, pois o duatleta já está na parte final da prova e correr depois de pedalar é consideravelmente mais difícil, principalmente se você quiser fazer isso tudo rápido.
Mas se você está ali só para completar, faça as transições com calma. Beba alguma coisa e respire para pensar com clareza. Perder alguns segundos aqui pode significar minutos a menos lá na frente. Se possível, tente fazer um treino das duas modalidades juntas pelo menos a cada duas semanas. No primeiro treino, pedale primeiro e corra depois, e no próximo inverta a ordem. Se você for com calma, verá que completar esse desafio do duatlo (nas distâncias menores) não é tão difícil. Difícil é chegar com a galera da frente.

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* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.
Gustavo Luz Távora (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

Retrospectiva 2013: polêmicas vão de doping e lei antigay a críticas no Brasil

30/12/2013
Mundo se agita com confissão de Lance Armstrong e flagras de Tyson Gay e Asafa Powell; país vê reclamações de atletas, dispensas no basquete e cortes no Flamengo
Grandes polêmicas cercaram modalidades olímpicas no mundo em 2013. Assuntos como doping e homossexualidade chamaram a atenção por causa de quatro grandes nomes do esporte internacional. O ciclista Lance Armstrong e os medalhistas olímpicos Tyson Gay e Asafa Powelltrouxeram à tona a discussão sobre doping. No ciclismo, o então heptacampeão da Volta da França confessou ter se dopado durante a carreira, e, no atletismo, os velocistas americano e jamaicano foram flagrados em exames. Além deles, a russa Yelena Isinbayeva defendeu a lei antigay que o governo russo aprovou neste ano, proibindo a promoção de valores homossexuais entre menores de idade, mas que também tem ligações com o esporte, sobretudo com os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014.
No Brasil, o que mais se ouviu foram críticas. O Flamengo fechou as equipes profissionais de natação, judô e ginástica e, no início do ano, deixou sem clube ícones como Cesar CieloJade Barbosa e os irmãos Diego e Daniele Hypolito. A seleção brasileira masculina de basquete foi para a Copa América, seletiva para o Mundial, e perdeu todas as partidas. O grupo não contava com os jogadores da NBA, que foram crucificados e até culpados pelo vexame na competição. E medalhistas olímpicos como Arthur Zanetti e Robert Scheidt expuseram más condições de treino e das águas da Baía de Guanabara, respectivamente.
01
LANCE ARMSTRONG REVELA DOPING
O ano de 2013 não poderia ter começado com uma notícia tão bombástica. Ícone do ciclismo mundial, Lance Armstrong era uma fraude. Após sucessivos anos negando ter se dopado durante a carreira, o atleta americano revelou que utilizou substâncias proibidas. A confissão foi feita em janeiro, em entrevista ao programa da apresentadora Oprah Winfrey.
Armstrong perdeu todas as conquistas no ciclismo, inclusive os sete títulos da Volta da França, a mais tradicional volta ciclística do mundo, patrocínios e até a medalha de bronze conquistada nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000. Banido do esporte, o americano também foi impedido de participar até de uma competição de natação. O máximo que o atleta conseguiu foi prestigiar um evento em Iowa, nos EUA, onde se deparou com uma "onda de hostilidade".
Lance Armstrong e Oprah Winfrey (Foto: AP)No programa da Oprah, Armstrong revelou que havia se dopado durante a carreira (Foto: AP)

02
FLAMENGO FAZ CORTE EM MODALIDADES OLÍMPICAS
Na virada de 2012 para 2013, o Flamengo mudou. Saiu a então presidente Patrícia Amorim, entrou Eduardo Bandeira de Mello, e a diretoria que assumiu o comando do clube tentou cortar gastos. Os primeiros alvos foram esportes olímpicos de expressão do clube. A equipe profissional de natação foi desmanchada, e nomes como Cesar Cielo, tricampeão mundial e campeão olímpico dos 50m livre, além de Nicholas Santos, Tales Cerdeira e Joanna Maranhão tiveram que procurar uma nova casa. O mesmo aconteceu com atletas de elite da ginástica e do judô, em março. Jade Barbosa, os irmãos Hypolito, Érika Miranda e Nacif Elias não tiveram os contratos renovados.
Em outubro, porém, o Flamengo anunciou um projeto de captação de recursos via Imposto de Renda que visa financiar as modalidades olímpicas do clube. O foco maior é nas categorias de base, mas a diretoria rubro-negra também pretende, com a iniciativa, retomar as atividades na ginástica adulta.
Jade Barbosa, Diego Hypolito, Daniele Hypolito, coletiva Ginástica Flamengo (Foto: Wagner Meier/Agência Estado)Jade, Diego e Daniele foram três dos atletas dispensados pelo Flamengo (Foto: Wagner Meier/Agência Estado)

03
ZANETTI RECLAMA DE EQUIPAMENTOS
Era quase inimaginável que Arthur Zanetti surpreenderia o mundo e conquistaria a medalha de ouro nas argolas nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Ninguém, nem mesmo o ginasta e o técnico Marcos Goto, pensaria que, meses depois do feito inédito para o esporte brasileiro, a estrutura de treino do campeão olímpico permaneceria aquém da sua glória. Em abril, em entrevista exclusiva ao Esporte Espetacular, Zanetti e Goto reclamaram abertamente de equipamentos ultrapassados que tinham no SERC Santa Maria, em São Caetano do Sul (SP).
O Comitê Olímpico Brasileiro respondeu no dia seguinte à exibição da reportagem e garantiu já ter negociado o envio da aparelhagem não só para o clube paulista como para outras cinco agremiações. Em menos de uma semana após o desabafo, Zanetti recebeu os equipamentos modernos prometidos e deixou para trás a ideia de defender outro país. Em outubro, com as cores do Brasil, se tornou campeão mundial nas argolas.
DESABAFOApós ouro em Londres 2012, Zanetti sofre com falta de estrutura
RESPOSTAComitê Olímpico Brasileiro garante apoio a Arthur Zanetti
ALÍVIOEquipamentos chegam, e Zanetti e continua competindo pelo Brasil


04
DOPING ATACA ASTROS DO ATLETISMO
Atletismo Tyson Gay e Asafa Powell (Foto: Getty Images)Asafa Powell e Tyson Gay: astros dos 100m foram pegos no doping em 2013 (Foto: Getty Images)
Um mês antes de o Mundial de atletismo começar em Moscou, em agosto, o americano Tyson Gay e os jamaicanos Asafa Powell, Sherone Simpson e outros três atletas do país caribenho caíram em desgraça.Todos foram pegos no doping, e os medalhistas olímpicos não puderam competir na competição mais importante do ano. Tyson Gay foi flagrado em exame fora de competições. Asafa Powell e os compatriotas tiveram detectada a substância proibida oxilofrina em teste realizado na seletiva jamaicana para o Mundial, em junho.
Por causa do episódio, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) fechou o cerco contra a delegação jamaicana em Moscou. Como parte do sistema de passaporte-biológico, a entidade e a Agência Mundial Antidoping (Wada) realizaram exames pré-competição com todos os atletas do país, inclusive com Usain Bolt - tricampeão mundial e olímpico dos 100m.
05
LEI ANTIGAY NA RÚSSIA
Isinbayeva medalha de ouro Mundial Moscou (Foto: Agência Reuters)Isinbayeva defendeu lei antigay (Foto: Reuters)
Em junho, o governo russo aprovou o que ficou conhecido na imprensa como lei antigay, que proíbe a promoção de valores homossexuais entre menores de idade. A ordem teve ligação direta com a esfera esportiva, já que Sochi organiza, em fevereiro de 2014, os Jogos Olímpicos de Inverno. Qualquer atleta ou torcedor, gay ou defensor dos direitos (incluindo atletas e treinadores) pode ser preso por até 14 dias e, em seguida, expulso do país caso tenha atitude de divulgação de “propaganda homossexual”.
A repercussão foi internacional e Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica e tricampeã mundial do salto com vara, entrou na polêmica. Durante a participação no Mundial de Moscou, em agosto, ela defendeu a lei antigay.
- Eu dou apoio ao nosso governo e ao ministro do esporte. É claro que se promoverem o relacionamento deles (gays) nas ruas ou em outros lugares, eu sou contra. Somos russos e somos totalmente diferentes dos europeus e de povos de outros países. Não gostamos disso, realmente. Mas ninguém precisa boicotar as Olimpíadas de Inverno - disse a atleta russa, defendendo dias depois que houve um mal-entendido sobre suas declarações.
06
DISPENSAS NA COPA AMÉRICA DE BASQUETE
Pela primeira vez na história o Brasil corre risco de ficar fora do Mundial de basquete masculino. A seleção não obteve vaga através da Copa América, em Caracas, na Venezuela, e depende de um convite da Federação Internacional de Basquete (Fiba) para disputar a próxima edição da competição, de agosto a setembro de 2014, na Espanha. Porém, foi o modo como a equipe comandada pelo técnico Rubén Magnano começou e terminou a "seletiva" que gerou intensa crítica. Os grandes nomes brasileiros que atuam na NBA pediram dispensa e desfalcaram o grupo que viria a ser derrotado nos únicos quatro jogos que faria em Caracas.
Algumas dispensas foram motivadas por lesões: Nenê, do Washington Wizards, ainda tratava problemas no pé esquerdo e no joelho direito; Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, alegou que continuava cuidando de uma embolia pulmonar; e Leandrinho, ex-Boston Celtics e hoje no Pinheiros, foi à concentração brasileira em Caracas para avisar a Magnano que ainda não havia se recuperado de uma cirurgia no joelho esquerdo. Outras dispensas foram explicadas por questões contratuais: Tiago Splitter, do San Antonio Spurs, citou uma indefinição acerca do seguro para defender a seleção, devido ao andamento do processo de renovação com a equipe americana; Lucas Bebê defendeu que precisava permanecer nos Estados Unidos para acertar seu futuro após ter sido escolhido pelos Celtics no Draft da NBA; e Vitor Faverani tinha o compromisso de participar de um programa de treinamento, também pelos Celtics, durante o período da competição.
Os jogadores sofreram bastante com as críticas. Nenê e Leandrinho receberam vaias durante o primeiro jogo da NBA no Brasil, entre Washington Wizards e Chicago Bulls, no Rio de Janeiro, válido pela pré-temporada. E Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete nacional, lançou palavras duras contra os atletas que pediram dispensa após o desempenho da seleção em Caracas. No calor do momento da eliminação na Copa América, Magnano também culpou em parte os brasileiros da NBA pelo fracasso.
Marcelinho Huertas basquete Brasil Jamaica (Foto: AP)Marcelinho Huertas (9), do Barcelona, foi o principal jogador da seleção brasileira na Copa América (Foto: AP)

07
VELEJADORES CRITICAM BAÍA DE GUANABARA
A poluição das águas da Baía de Guanabara é um problema que aflige o Rio de Janeiro há décadas. Palco das disputas da vela nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o local sofreu muitas críticas, sobretudo nos últimos meses. Uma reportagem do jornal americano "The Washington Post" apontou um alto risco de doença para os atletas por causa da condição imprópria dos locais de prova na água. 
Particularmente sobre a Baía, vários atletas entraram em consenso de que a poluição é um mal.Robert Scheidt já avisou de que não dará tempo para limpar a região até as Olimpíadas, eJorge Zarif, eleito Atleta do Ano em prêmio do Comitê Olímpico Brasileiro, já declarou já ter se acostumado com a sujeira. Até mesmo atletas estrangeiros reclamaram das águas, como o britânico Ian Baker, que chamou a Baía da Guanabara de esgoto.

Os “grandes” reivindicam os recordes

Se perguntarem a qualquer um quem é Ondrej Sosenka, não duvide de que, a menos que seja um fanático pelo ciclismo, a resposta será algo do tipo: “Como é que é…? Ondrej o quê…?”. Uma resposta que evidentemente não seria a mesma se a pergunta fosse sobre Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddy Merckx ou Miguel Indurain, nomes e sobrenomes que, pelo menos de ouvir falar, são familiares para quase todos. E, entretanto, há uma característica comum entre o desconhecido Sosenka, que é tcheco, ex-ciclista e tem 38 anos, e alguns dos nomes mais legendários da história do ciclismo: todos eles bateram o recorde da hora, e Sosenka é o que mais quilômetros percorreu nesses 60 minutos, 49,700, marca que se mantém como recorde desde em 19 de julho de 2005.
Wilson Kipsang é um pouco mais famoso, e não só junto aos fãs do atletismo, embora seja só porque seu recorde mundial da maratona (2h 03min 23 s) é muito recente – acaba de completar três meses. Mas, evidentemente, o nome do jovem queniano é muito menos conhecido do que os de Haile Gebrselassie e Kenenisa Bekele, herdeiros de Abebe Bikila, os etíopes considerados quase unanimemente como os melhores fundistas da história.

Pois Fabian Cancellara, um dos melhores ciclistas de provas clássicas e de contrarrelógio da década (com perdão de Tony Martin y Bradley Wiggins), suíço de inegável prestígio ciclístico, anunciou que está preparando um ataque ao recorde da hora pertencente a Sosenka.Esta espécie de contradição histórica, ou ao menos mitológica, provocada por causas diferentes, de que os melhores não sejam os recordistas com as marcas de maior prestígio, poderá mudar dentro de alguns meses, ou pelo menos assim prometem alguns.
De forma análoga, os organizadores da Maratona de Londres já começaram a alardear que no evento do próximo mês de abril Bekele, de 31 anos, há oito o detentor do recorde mundial dos 10.000 metros (com impossíveis 26min 17s53), tentaria atacar o recorde de Kipsang e a barreira de 2h 03min, tendo como “coelho” ninguém menos do que seu compatriota Gebrselassie, que já tem 40 anos, quase 41, mas não só ainda possui, há 15 anos, a segunda melhor marca dos 10.000 (26min 22s75) como também foi durante quatro anos (2007 a 2011) o recordista mundial da maratona e o primeiro atleta a correr abaixo da marca de 2h 04min. Era a época em que o melhor indicador da excelência na maratona era o tempo do atleta nos 10.000 metros, época que chegou repentinamente ao fim no começo desta década, quando a pista deixou de ser economicamente rentável e centenas de jovens quenianos se dispuseram a virar maratonistas, uma profissão reservada antigamente apenas aos veteranos que perdiam velocidade e não conseguiam mais se impor nos 10.000 metros disputados dentro dos estádios.
Indurain roda em Burdeos, em 1994, para bater o recorde da hora. / RICARDO GUTIÉRREZ
Essa mentalidade ainda é mantida pelo próprio Gebrselassie, que ficou quase indignado ao saber que terá entre seus concorrentes na Maratona de Londres o britânico Mo Farah, duplo campeão mundial e olímpico dos 5.000 e 10.000 metros. “Uma pessoa que é capaz de correr os 1.500 metros em 3min 28s, como fez Farah”, disse Gebre, “ainda tem muito o que dizer na pista. Não faz sentido que passe para a maratona”.
A de Londres será a primeira maratona disputada por Bekele, o que de cara o desqualificaria da tentativa de bater o recorde mundial, uma proeza nunca obtida por ninguém em sua estreia, nem mesmo por Gebrselassie, que só chegou lá na sua sétima tentativa, e não em Londres, onde debutou nessa distância em 2002, aos 29 anos, com a marca de 2h 06min 35s. Para ele, o recorde viria cinco anos mais tarde, em Berlim. No caso de Bekele, a maior distância disputada até hoje foi uma meia-maratona na chuvosa Inglaterra, em setembro passado, quando ele venceu justamente contra Farah e Gebrselassie.
Já as causas da ruptura da cadeia histórica do recorde da hora devem ser buscadas, mais que em razões sociológicas ou econômicas, na política da Federação Internacional de Ciclismo (FIC), que em 2000 tentou frear o que considerava uma excessiva intrusão da revolução tecnológica e dos avanços nos estudos aerodinâmicos, já que essa prova, no entender da entidade, deveria refletir puramente o valor absoluto de um ciclista. “O recorde da hora só pode ser tentado se o equipamento utilizado for previamente aceito pela FIC, e ele deve ser similar ao que foi utilizado por Merckx em 1972”, determinou a FIC em seu regulamento, em 2000, apagando com uma canetada 15 anos de história e evolução.
Nenhum atleta foi capaz de bater o recorde da maratona em sua estreia na prova
Em 2000, o recorde da hora foi fixado em 49,431 quilômetros, marca obtida por Merckx no velódromo da Cidade do México em 1972. Já as marcas que o superaram – desde os 50,808 quilômetros de Francesco Moser em 1984 até os 56,375 quilômetros de Chris Boardman em 1996, sem esquecer os 53,040 quilômetros de Indurain em 1994 e os 55,291 quilômetros de Tony Rominger no mesmo ano, marcas conseguidas com bicicletas cada vez mais revolucionárias e com posições quase impossíveis sobre elas, como a conhecida comoSuperman, usada por Boardman – passavam a ser consideradas não como recordes, mas sim como melhores marcas.
Tal retrocesso no regulamento, a obrigação de bater o recorde com uma bicicleta tradicional, sem usar nem sequer o guidão de chifre e muito menos acoplamentos para os braços, fez com que nenhum dos grandes fabricantes de bicicletas nem nenhum dos grandes ciclistas desde então – nem Armstrong, nem Wiggins, nem Ullrich – tivessem interesse em bater uma marca que cheirava a pré-história. Apenas ciclistas desconhecidos, como Sosenka, Liese, Hutchinson o Nuttli – excetuando-se Boardman, que o fez por orgulho –atacaram o recorde de Merckx, uma marca que ainda não superou a barreira dos 50 quilômetros, objetivo mínimo de Cancellara. Este último, com os engenheiros do fabricante Trek e o treinamento de Luca Guercilena – técnico que aprendeu a fisiologia do recorde da hora com seu amigo Aldo Sass, um dos que, com Francesco Conconi e Michele Ferrari, prepararam o recorde de Moser em 1984 –, já fala até em datas e locais para uma tentativa que deveria devolver o prestígio perdido à prova da hora.
A data dever ser no final de abril, depois da prova Paris-Roubaix, o primeiro objetivo do ano para o suíço; o lugar ideal seria o velódromo mexicano de Aguascalientes, a uma altitude de 1.800 metros, com uma pista de madeira de 250 metros e uma cobertura de lona que pode ser inflada com ar a pressão regulável, o que sempre favoreceria a penetração aerodinâmica, que não é a melhor referência do fabuloso suíço (sua superfície frontal é muito superior à de Wiggins e Martin).
“Mas não nos esqueçamos de uma coisa”, adverte Guercilena. “Rodar a 50 por hora num velódromo com bicicleta tradicional é mais difícil do que fazê-lo a 52 numa corrida com guidão de chifre. Com a mesma energia se corre 15% mais lentamente.”

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Monte Ventoux de bike alugada

 
BLOG DA REDAÇÃO

SEM DOPING: Robert Holden e sua bike de ferro encarando o Ventoux

Parece pagamento de promessa: em outubro, o britânico Matthew Winstone pagou £ 2 para alugar uma Boris Bike, como são popularmente conhecidas as bicicletas compartilhadas de Londres, e foi ao encontro de seus amigos Ian Laurie e Robert Holden. Numa van, o trio cruzou o Eurotunnel rumo à França. Esse foi só o começo de uma saga que duraria exatas 24 horas.

O desafio maior ficou para Robert, que encarou nessa bike de três marchas e 22 quilos um pedal até o topo do Monte Ventoux, a subida que é o maior pesadelo dos ciclistas que disputam o Tour de France.

O Ventoux ficou famoso depois que o ciclista bitrânico Tommy Simpson morreu de exaustão em 1967, pouco antes de chegar ao cume. Até Eddie Merckx, a maior lenda desse esporte, precisou de oxigênio suplementar depois de vencer a subida de 22,5 quilômetros. O britânico Chris Froome, vencedor do Tour de France 2013, também fez uma sessão de inalação depois de vencer a etapa do Ventoux neste ano. Em cima de uma Boris Bike, Robert Holden levou 2h55min para concluir a escalada.

A ideia surgiu numa conversa de bar: “O quão longe era possível ir com uma bike alugada dessas?”. Robert também aproveitou para chamar a atenção e reverter uma verba para a instituição Macmillan Cancer Support
que dá apoio médico e financeiro a pessoas com câncer.

Recentemente o pai de Robert lutou contra a doença – e venceu –, e ele quis dar algo em troca. “Meu pai respondeu bem à cirurgia, mas infelizmente essa doença ainda é um pesadelo para muitas pessoas”, justificou.

Com o feito maluco, o trio já arrecadou mais de £ 3.500 até o momento e gravou um vídeo para continuar ajudando. A saga para devolver a bicicleta antes de o tempo de aluguel completar 24 horas é o mais interessante no vídeo abaixo. As chuvas que pegaram pelo caminho só atrapalharam, e por alguns segundos – isso mesmo, menos de um minuto – eles não são obrigado a pagar uma multa de £ 150 para o serviço de transporte londrino por expirar o tempo.   

Até o prefeito de Londres, Boris Johnson, parabenizou-os pelo desafio, e também aproveitou para fazer uma propagandinha política: “Serviu para mostrar aos nossos primos ‘franceses’ o quanto resistente são nossas bikes urbanas”.


'Lenda viva', ciclista desce tobogã e se arrisca em manobras de tirar o fôlego

Aclamado pelo talento sobre duas rodas, o britânico Martyn Ashton faz sucesso 

na internet com vídeo repleto de acrobacias e manobras radicais inacreditáveis

Um parque de diversões é só o início da mais nova aventura de Martyn Ashton, ciclista de trial alçado ao status de “lenda viva” por causa de sua incrível habilidade sobre duas rodas. Em um vídeo de tirar o fôlego, o britânico de 39 anos protagoniza uma série de peripécias com sua bike, como descer um tobogã em alta velocidade, pular uma rede de tênis e pedalar sobre a asa de um avião. 
O ciclista Martyn Ashton desce um tobogã e se arrisca em manobras de tirar o fôlego (Foto: Reprodução / YouTube)O ciclista Martyn Ashton desce um tobogã e se arrisca em manobras de tirar o fôlego (Foto: Reprodução / YouTube)

Além de executar as acrobacias, Ashton também projetou as pistas e obstáculos desafiadores. As manobras foram feitas com uma bicicleta italiana avaliada em mais de 17 mil euros, cerca de R$ 54 mil. Dois amigos do britânico, Danny Macaskill e Chris Akrigg, também comprovaram o talento para manobras radicais e mostraram tranquilidade ao encarar trilhos de trem, caixas e outras barreiras.
O vídeo, batizado de “Road Bike Party 2”, foi lançado este mês e é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de 2013. O material é sequência do vídeo de sucesso lançado no final do ano passado, e que já acumula 9,5 milhões de visualizações no YouTube. Apesar do pouco tempo de lançamento, a continuação já mostra fôlego para superar o original, acumulando mais de 6 milhões de acessos até o momento.  
Ashton começou a carreira como piloto de motocross, aos 11 anos, até migrar para o ciclismo de montanha. O atleta logo se destacou no novo ofício, e conquistou títulos importantes como o tetracampeonato britânico de Biketrial e o recorde mundial de salto em altura com bicicleta. As conquistas, no entanto, vieram acompanhadas de muitas lesões. Em setembro deste ano, o ciclista fraturou a coluna ao cair de uma altura de três metros e ainda se recupera do acidente.

Bike supera carro em teste de mobilidade em Florianópolis

Bike supera carro em teste de mobilidade em Florianópolis Alvarélio Kurossu/Agencia RBS

Teste de mobilidade em Florianópolis
Para fazer o teste de mobilidade em um dos percursos mais críticos da Grande Florianópolis, a equipe de reportagem do Diário Catarinense saiu da Estação Palhoça e foi até o Terminal de Integração do Centro (Ticen), em Florianópolis, em uma manhã de quarta-feira. 

O trajeto foi feito utilizando três meios de transporte: ônibus, carro e bicicleta, comparando os percursos e o tempo de deslocamento no final. Confira no vídeo (atualizado às 11h32min):


Mobilidade é item pior avaliado por moradores de Florianópolis

Com o crescimento das áreas urbanas e do número de carros circulando no Brasil, o ato de se deslocar entre dois lugares se tornou uma questão complexa e muitas vezes difícil de solucionar – um quadro do qual Florianópolis não escapa: a pesquisa Indicadores de Qualidade de Vida, encomendada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina mostrou mobilidade urbana é o item pior avaliado na Capital.

Com uma nota geral de 2,3 em uma régua onde 5 equivale a ótimo, Florianópolis também teve o pior desempenho na comparação com Blumenau, Chapecó, Joinville e Tubarão. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Mapa com moradores dessas cinco cidades catarinenses. 

Outro dado alarmante é o subaproveitamento do transporte coletivo, com apenas32% dos entrevistados se declarando usuários frequentes de ônibus em Florianópolis, número também inferior aos outros quatro municípios.

– Uma das características que interfere é a geografia. Não há um volume de opções para ampliar o sistema viário, então a única saída é criar áreas como a Beira-mar. Outra questão é a falta de uso do sistema marítimo e também a condição atual do transporte coletivo, que não se aproxima das vantagens que o usuário obtém com o transporte individual. Falta por fim conscientização, para que a população alterne o veículo próprio com um transporte alternativo – enumera o doutor em Engenharia de Transportes José Lélis de Souza.

SC tem maior índice de propriedade de carros
Nacionalmente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada divulgou um comunicado sobre os indicadores da mobilidade urbana com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012. 
A conclusão do IPEA é de que tanto a taxa de motorização (posse de automóvel ou motocicleta) quanto o tempo gasto nos deslocamentos estão crescendo no país. Na comparação por Estado, Santa Catarina tem o maior índice de propriedade de carros de todo o Brasil, atingindo 68,7% dos domicílios – em segundo lugar está o Distrito Federal com 61,7%.

– Nós aqui temos uma questão educativa em que o carro é associado ao status e à sensação de liberdade. Nossa principal medida para combater os congestionamentos dos horários de pico virá com a aprovação do Plano Diretor e a criação de novas centralizações, para que as pessoas não precisem se deslocar entre municípios da Região Metropolitana e Florianópolis para trabalhar – defende o Secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Valmir Piacentini.