sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pedalar pode ajudar a aliviar sintomas da doença de Parkinson


Andar de bicicleta pode ajudar a aliviar alguns sintomas da doença de Parkinson, de acordo com uma equipa de cientistas do Cleveland Clinic Lerner Research Institute, do Ohio, liderada pelo neurocientista Jay Alberts.
Segundo a equipa, o exercício melhora as ligações entre as regiões do cérebro ligadas à doença, aumenta a coordenação motora e equilíbrio dos pacientes. “[Fazer exercício numa bicicleta] é uma terapia eficaz e barata para combater a doença”, explica Alberts, que começou a investigar esta ligação depois de melhorias numa amiga, uma paciente de Parkinson, depois de uma grande volta de bicicleta pelo estado norte-americano do Iowa.
“Foi uma feliz coincidência. Eu estava a pedalar mais rápido, o que a obrigou também a pedalar mais rápido. Ela sentiu melhorias a mobilidade superior, por isso começámos a olhar para o que levou a esta melhoria”, explicou o cientista.
O estudo foi feito com 26 pacientes de Parkinson que utilizaram bicicletas de exercício três vezes por semana, durante dois meses. Uns pedalaram ao seu ritmo, enquanto outros forçaram a pedalada.
Quem pedalou com mais velocidade melhorou bastante a relação entre as regiões cerebrais ligadas ao movimento e mobilidade. Os cientistas estão agora a tentar perceber como podem os doentes de Parkinson pedalar, em equipamentos próprios, na sua casa, e saber se existem outras formas de exercício , como nadar, com os mesmos resultados.
“Embora seja muito cedo para encorajar pessoas com Parkinson para comprarem uma bicicleta e pedalarem três vezes por semana, sabemos que o exercício pode ser muito benéfico. Uma rotina regular de exercício pode ajudar quem tem Parkinson a melhorar a sua forma geral mas também a melhorar a mobilidade e equilíbrio”, explicou Kieran Breen, da instituição britânica Parkinson.
A doença de Parkinson provoca tremores, problemas de fala e uma gradual falta de mobilidade do corpo. À medida que a doença progride, a fala e equilíbrio são afectados, sendo que muitos dos doentes têm de ser ajudados por uma cadeira de rodas.

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