segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

CAFEÍNA


A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2 — classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É encontrado em certas plantas e usado para o consumo em bebidas, na forma de infusão, como estimulante.
A cafeína apresenta-se sob a forma de um pó branco ou pequenas agulhas, que derretem a 238°C e sublimam a 178°C, em condições normais de temperatura e pressão. É extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e apresenta sabor amargo.
Entre o grupo das xantinas (que incluem a teofilina e a teobromina) a cafeína é a que mais atua sobre o sistema nervoso central. Atua ainda sobre o metabolismo basal e aumenta a produção de suco gástrico.
Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.
Cafeína
A cafeína, ou 1,3,7-trimetilxantina, pertence ao grupo das metilxantinas, substâncias estimulantes do sistema nervoso central. As principais metilxantinas são a cafeína, a teobromina e a teofilina, que atravessam as barreiras hematoencefálica (sistema nervoso central) e placentária. A cafeína está presente em bebidas como chá (principalmente chá-preto e chá-mate), café, refrigerantes à base de cola, ervas e alimentos como cacau e chocolate, é considerada uma substância extremamente estimulante, sendo aquela de maior consumo em todo o mundo.
A cafeína produz estados de excitação e alerta, aumentando a performance mental e motora, a estimulação cardíaca e a pressão arterial, promovendo redução do sono e da fadiga (cansaço). No entanto, esta substância pode causar dependência física e psicológica, onde o consumo excessivo (tóxico) de cafeína produz um conjunto de sintomas conhecidos pelo nome de cafeinismo, caracterizado por ansiedade, irritabilidade, insônia, cólicas abdominais, arritmia (alteração no ritmo dos batimentos cardíacos em relação à freqüência ou intensidade), convulsões, depressão e aumento nos níveis de vários hormônios relacionados ao estresse (cortisol, por exemplo). O consumo crônico de cafeína leva à adaptação celular com tolerância aos efeitos da substância e, a retirada brusca da cafeína, pode provocar letargia, irritabilidade e cefaléias (dores de cabeça) em um indivíduo que consuma mais de 6 xícaras de café por dia. A indicação terapêutica da cafeína tem sido como estimulante de padrões respiratórios deprimidos ou cefaléias (dores de cabeça).
Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em conseqüência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, agitação, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.
As principais plantas que contêm o princípio ativo cafeína são:
Chá Mate: folhas e talos da Ilex paraguariensis.
Café: sementes da Coffea arabica.
Cacau: frutos da Theobroma cacao.
Guaraná: frutos da Paullinia cupana.
Cola: Cola acuminata.
A cafeína na Alimentação
A cafeína pertence ao grupo de compostos químicos chamados metil-xantinas, presentes em uma grande quantidade de alimentos (cerca de 60 espécies de plantas no mundo contêm esses compostos) como café, guaraná, cola, cacau ou chocolate, chás e também nos remédios do tipo analgésico, medicamentos contra a gripe e inibidores de apetite. As xantinas são substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo um estado de alerta de curta duração. É também a cafeína que confere as propriedades características ao café.
A absorção da cafeína no organismo é muito rápida, assim como a sua distribuição, passando rapidamente para o sistema nervoso central. Existe a chamada “sensibilidade à cafeína”, a qual se refere à quantidade necessária dessa substância para produzir os efeitos secundários negativos, tais como perda de sono e aumento da freqüência cardíaca.
A cafeína não representa nenhum valor nutricional para o organismo humano, se restringindo apenas ao seu efeito “excitante”. Todo a ação da cafeína no corpo depende da forma de preparo do produto, da quantidade utilizada e das condições do organismo que a consome, podendo o efeito variar de indivíduo para indivíduo.

Nenhum comentário: