quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Rolls Royce das bicicletas chega ao Brasil

JURA PASSOS 27 DE NOVEMBRO DE 2012


A bicicleta Velorbis agora está no Brasil

O que falta para os políticos brasileiros comparecerem a seus compromissos em elegantes bicicletas pretas chapa-branca, como fazem os dinamarqueses, com toda a transparência?

Tudo, menos a bicicleta.

As bicicletas dinamarquesas de luxo Velorbis já chegaram ao Brasil. Elas estão para as bicicletas como Mercedes, BMW e Rolls Royce estão para os automóveis. O parlamento dinamarquês tem uma frota delas para os deputados usarem, do mesmo jeito que aqui eles usam carros oficiais. Demora um pouco pra gente se acostumar com a ideia, mas na Dinamarca o ditado que diz que “o exemplo vem de cima” foi levado a sério.

Quem trouxe a marca Velorbis para o Brasil foi o empresário paulistano Celso Francisco Pinto Jr., dono da loja virtual Velosophy. Além das bikes dinamarquesas, ele tem outros produtos chiques para pedalar, como os capacetes Yakkay, que são camuflados como bonés e chapéus. Você põe o capacete e ninguém percebe que você está de capacete! Afinal, quem é chique pra valer não vai desfilar por aí na bicicleta oficial do parlamento dinamarquês com cara de jogador de hóquei ou de entregador de pizza.


Parlamentares chegam ao trabalho em Copenhague

Que a bicicleta possa ser um artigo de luxo na Dinamarca, onde todo mundo anda de bicicleta, a gente até entende. Mas será que no Brasil os ricos ou chiques estão dispostos a engolir fumaça e enfrentar os riscos do trânsito e dos assaltos?

Celso Pinto aposta que sim, e por isso enfrentou todos os riscos do negócio, que vai muito bem, obrigado. Ele amou o design da Velorbis à primeira vista e já foi logo pedindo a moça em casamento. Falou com os donos da marca e fez a proposta por correspondência, sem sequer ter visto a noiva. Só foi conhece-la pessoalmente na terra natal na hora de fechar a primeira encomenda. Já fez três, e num período de um ano já vendeu 150 unidades da marca.

Quem compra? Homens e mulheres, em intensidades iguais. Eles são empresários esportivos, alguns praticam triatlon e já vão pro treino pedalando. Elas vão às compras com estilo: a bolsa e a cesta são tão indispensáveis que não podem ser chamadas de “acessórios”.

Os preços variam de 3.750 a 8 mil reais. Em matéria de luxo, é uma pechincha. Tão barato que valeria a pena obrigar nossos governantes, legisladores e juízes a trocar seus carros chapa-branca por uma delas. Nunca mais eles poderiam se esconder atrás de um vidro escuro.

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